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Mercado piora perspectiva para déficit primário e dívida em 2022, mostra Prisma

A dívida bruta deve subir a 84% do PIB no ano que vem - Por Marcela Ayres
A dívida bruta deve subir a 84% do PIB no ano que vem Imagem: Por Marcela Ayres

Brasília

18/11/2021 11h23

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O mercado financeiro previu um rombo primário maior para o governo central no próximo ano na comparação com os cálculos feitos um mês antes, também piorando a expectativa para a dívida bruta, mostrou relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia.

Agora, a perspectiva é de déficit primário de 97,739 bilhões de reais em 2022, ante 83,100 bilhões de reais estimados em outubro, segundo mediana das projeções.

A dívida bruta deve subir a 84% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, ante projeção anterior de 82,8%.

Já para este ano a conta do resultado primário foi melhorada a um déficit de 111,596 bilhões de reais, frente a 129 bilhões de reais no boletim Prisma anterior.

A estimativa é de uma dívida bruta fechando 2021 em 81,5%, ligeiramente acima do patamar de 81,39% visto anteriormente.

A piora para o ano que vem ocorre após sinalizações do governo de que realizará um maior volume de gastos, especialmente com o Auxílio Brasil, programa que sucedeu o Bolsa Família e que terá, extraordinariamente no ano eleitoral de 2022, benefício de 400 reais por família.

Para tanto, o governo aposta na aprovação da PEC dos Precatórios, que abrirá espaço orçamentário de 91,6 bilhões de reais em 2022 ao instituir um limite anual para o pagamento das sentenças judiciais perdidas em definitivo pela União, ao mesmo tempo em que muda a janela de correção da regra do teto de gastos.

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda precisa ser analisada no Senado.

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