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Ibovespa fecha no azul com suporte de Vale e Petrobras e de olho em PEC

23/11/2021 19h16

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com suporte de empresas ligadas a commodities, como Petrobras e Vale, enquanto noticiário relacionado à PEC dos Precatórios e ao Auxílio Brasil segue no radar dos investidores, movimentando os negócios.

No exterior, os índices norte-americanos não tiveram direção única. O destaque ficou por conta do Nasdaq, que cedeu diante da alta dos rendimentos dos Treasuries.

O Ibovespa subiu 1,5%, a 103.653,82 pontos, em sessão volátil. O volume financeiro foi de 30,8 bilhões de reais.

A bolsa começou a sessão em alta, depois perdeu o fôlego, chegando a cair por volta da 13h para a mínima intradiária de 2021, de 101.736,31 pontos. À tarde, reagiu e renovou máxima do dia, a 103.841,23 pontos, já próximo do fim do pregão.

O noticiário em torno da PEC dos Precatórios segue como a principal influência para a bolsa paulista no fronte doméstico. Investidores receberam bem manchetes de que o parecer a ser apresentado por Fernando Bezerra (MDB-PE) --líder do governo e relator da proposta no Senado-- trará, entre outras mudanças, a não imposição de um valor fixo para o pagamento do Auxílio Brasil -- pivô da existência da PEC.

Na esteira do fechamento do Ibovespa nesta sessão, Bezerra disse que vai promover seis mudanças no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), incluindo a definição do Auxílio Brasil como um programa social de caráter permanente.

Na visão de Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama, noticiário da PEC segue influenciando o índice local. Ele vê a bolsa com um desconto "muito exagerado", pressionada também por resgates de fundos, e enxerga a possibilidade de um mês de dezembro mais positivo caso as questões fiscais sejam resolvidas para que, ao menos, possa haver uma melhor previsibilidade sobre as contas públicas.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançou 5,5%, em meio à alta dos preços de petróleo, depois que os EUA e outras nações consumidoras da commodity anunciaram planos de liberação de dezenas de milhares de barris de suas reservas estratégicas, algo que ficou abaixo do esperado. Além disso, presidente-executivo da estatal, Joaquim Silva e Luna, reafirmou em audiência com senadores que a companhia pratica preços de mercado. Já o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo está buscando rever a regra como uma forma de conter o aumento dos combustíveis.

- VALE ON subiu 2,6%, enquanto USIMINAS PN avançou 4,8% e CSN ON teve alta de 3,4%, após contratos futuros do minério de ferro na China chegarem a atingir limite diário de alta, com a expectativa de retomada da produção pelas siderúrgicas.

- BRASKEM PN disparou 6,7% em meio a notícias nos últimos dias sobre a venda de participação por seus controladores, Petrobras e Novonor, antiga Odebrecht. A Petrobras disse na véspera que mantém seu posicionamento de buscar a venda integral de sua participação na petroquímica.

- MAGAZINE LUIZA ON caiu 2,7%, sexta queda nos últimos sete pregões, e AMERICANAS ON recuou 0,2% às vésperas da Black Friday e em meio à escalada da inflação e ciclo de alta de juros. VIA ON foi na contramão e subiu 3,7%.

- ECORODOVIAS ON cedeu 3,7%, após ter recomendação cortada para "neutra" por JPMorgan. CCR ON, também rebaixada pelo banco, caiu 1,4%.

- MÉLIUZ ON fechou em queda de 5,4%, a terceira baixa consecutiva, enquanto TOTVS ON caiu 5%, em nova sessão negativa para fintechs e empresas de tecnologia no Brasil e no exterior.

- JBS ON subiu 0,6%, MARFRIG ON avançou 2,7% e MINERVA ON escalou 3,7%, após autoridades alfandegárias da China dizerem que aceitarão pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenha recebido certificado sanitário antes de 4 de setembro, quando as exportações do produto do mercado brasileiro ao chinês foram suspensas.

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