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Vendas de novas moradias nos EUA crescem em outubro; setembro tem revisão para baixo

24/11/2021 12h57

WASHINGTON (Reuters) - As vendas de novas moradias unifamiliares nos Estados Unidos subiram em outubro, mas o ritmo de vendas do mês anterior foi revisado para baixo de forma acentuada, uma vez que os preços mais altos continuam como um obstáculo para alguns compradores de primeira viagem.

As vendas de casas novas cresceram 0,4% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 745 mil unidades, informou o Departamento do Comércio nesta quarta-feira. O ritmo de vendas de setembro foi revisado para baixo, para 742 mil unidades, ante 800 mil relatadas anteriormente.

As vendas aumentaram no densamente povoado Sul norte-americano, assim como no Meio-Oeste, mas caíram no Oeste e Nordeste do país.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas de casas novas, que respondem por mais de 10% das vendas de casas nos EUA, ficariam inalteradas em uma taxa de 800 mil unidades. As vendas caíram 23,1% em outubro ante o mesmo período no ano anterior.

Elas atingiram um pico de 993 mil unidades em janeiro, número mais alto desde o fim de 2006.

As vendas dispararam no verão do Hemisfério Norte no ano passado em meio a um êxodo de áreas centrais de cidades para os subúrbios e outras regiões de baixa densidade, à medida que os norte-americanos buscavam acomodações mais espaçosas para trabalho e ensino remotos durante a pandemia.

Com as vacinações permitindo que trabalhadores retornem aos escritórios e que escolas sejam reabertas para o aprendizado presencial, a busca impulsionada pela pandemia está diminuindo.

Ainda assim, a demanda por novas casas continua sendo sustentada por uma grande escassez de moradias usadas no mercado.

O preço médio de uma nova moradia disparou 17,5% em outubro, para 407.700 dólares em relação a um ano antes. Havia 389 mil casas novas no mercado, ante 378 mil unidades em setembro. As residências em construção representaram 62,2% do estoque, com as moradias pendentes de construção respondendo por cerca de 28%.

As construtoras estão enfrentando restrições de atividade devido à escassez de materiais e mão de obra.

(Por Lucia Mutikani)

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