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Fed prevê três aumentos de juros em 2022 em início de luta contra inflação

15/12/2021 16h20

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), sinalizando que sua meta de inflação foi cumprida, disse nesta quarta-feira que encerrará em março suas compras de títulos adotadas durante a pandemia, pavimentando o caminho para três aumentos de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros até o fim de 2022, conforme encerra as políticas monetárias implementadas no início da crise sanitária.

Em novas projeções econômicas divulgadas após o término da reunião de política monetária de dois dias, as autoridades previram que a inflação ficará em 2,6% no próximo ano, em comparação com a taxa de 2,2% projetada em setembro. Além disso, a taxa de desemprego cairia para 3,5%.

Como resultado, a mediana das projeções dos integrantes do Fed mostra que a taxa de juros de um dia de referência do Fed precisaria ser elevada de seu nível atual, próximo de zero, para 0,90% até o fim de 2022, com aumentos contínuos em 2023 (para 1,6%) e 2024 (para 2,1%) para levar a inflação de volta à meta de 2% do banco central.

Eventuais aumentos nas taxas de juros, disse o Fed, agora dependeriam exclusivamente da trajetória do mercado de trabalho.

"Com a inflação ultrapassando 2 por cento por algum tempo, o Comitê acredita que será apropriado manter" as atuais taxas de juros próximas de zero até que os mercados de trabalho voltem ao pleno emprego, disse o Fed em comunicado que começou a definir mais detalhadamente a "normalização" da política monetária do banco central após quase dois anos de esforços extraordinários para cuidar da economia em meio às consequências da pandemia.

Isso ainda está em andamento, com a nova variante do coronavírus, a Ômicron, aumentando a incerteza sobre o curso da economia.

Mas o Fed, a esta altura, disse que o crescimento econômico deve ser de 4,0% no próximo ano, acima da taxa de 3,8% projetada em setembro.

O chair do Fed, Jerome Powell, deve conceder entrevista coletiva a partir de 16h30 (de Brasília) para dar detalhes sobre as mudanças na política monetária e responder a perguntas sobre as perspectivas econômicas do banco central.

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