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Paes admite voltar a exigir uso de máscaras em locais abertos no Rio de Janeiro

31/12/2021 15h22

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Rio de Janeiro deve ter um pico de Covid-19 após as festas de fim de ano, disse nesta sexta-feira o prefeito, Eduardo Paes (PSD), admitindo que e a cidade pode voltar a obrigar o uso de máscara de proteção em locais abertos.

Os testes positivos para Covid-19 subiram nos últimos dias e a taxa de positividade na capital subiu de 0,7% para 5,5%. O município tem quase 100 casos suspeitos da variante Ômicron.

"Temos um aumento de testes positivos para Covid e isso demanda mais atenção da gente e o foco é se vacinar", disse ele a jornalistas em Copacabana, onde ocorrerá uma queima de fogos para celebrar o Réveillon.

"A gente tem tudo mobilizado, estrutura, conhecimento e aprendizado e a gente tem certeza que vai ter um pico de casos e o que a gente espera é que quem se vacinou não vai ter os efeitos das outras ondas de Covid", adicionou ele.

Em Copacabana, onde os hotéis estão com lotação máxima e há muita gente circulando apesar do tempo chuvoso, foram montados três pontos de vacinação contra Covid-19. Em um dos postos, pessoas reclamaram da demora na fila.

Ma segundo Paes, "é muito mais inteligente e seguro celebrar ao ar livre que locais muito fechados".

Na cidade, cerca de 88% da população já tomou primeira dose da vacina contra Covid-19 e mais de 80% tem duas doses. Segundo a prefeitura, quase 23% do público recebeu a 3ª dose.

Desde o início da pandemia cerca de 69.500 pessoas morreram de Covid-19 no Estado, sendo aproximadamente metade na capital.

Na capital fluminense, o uso de máscara em locais abertos deixou de ser obrigatório desde o fim de outubro.

A prefeitura tentou a liberação da máscara em locais fechados, mas a medida foi barrada pelo governo estadual.

Diante a perspectiva de aumento de casos de Covid-19 e da circulação da Ômicron, a prefeitura cogita tornar novamente obrigatório o uso do equipamento de proteção.

"Vamos tomar essa decisões ao longo da semana que vem", disse Paes.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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