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Paulinho da Força formaliza convite para Alckmin se filiar ao Solidariedade

10/01/2022 14h03

(Reuters) - O presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), formalizou nesta segunda-feira o convite para o ex-tucano Geraldo Alckmin se filiar ao partido, em meio às expectativas de que ex-governador paulista componha como vice uma chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a eleição presidencial de outubro.

Em nota divulgada pelo Solidariedade, Paulinho afirmou acreditar que "uma chapa Lula-Alckmin ganha em primeiro turno”.

Alckmin anunciou sua desfiliação do PSDB no dia 15 de dezembro, reforçando os rumores sobre uma possível chapa com o petista, que atualmente lidera com folga as pesquisas eleitorais.

A expectativa inicial era de que uma chapa Lula-Alckmin tivesse o ex-tucano como filiado ao PSB, mas definições regionais para as disputas de 2022 têm dificultado as negociações entre PT e PSB.

A nota divulgada pelo Solidariedade não traz um resposta do ex-governador, mas nela Alckmin afirma que “nosso maior desafio é tirar o país dessa situação e pensar em mais emprego e renda para o brasileiro”.

Em entrevista exclusiva à Reuters em dezembro, após a saída de Alckmin do PSDB, Lula disse que a eventual composição com o ex-tucano não depende apenas deles.

"Eu levo muito a sério essa questão do Alckmin, só não posso dizer se ele vai ser ou não, porque não é uma questão só minha, não é uma questão só dele", disse Lula.

"Quem vai discutir o vice não sou eu, é o PT. E o Alckmin sabe disso, e ele também é muito cauteloso. Ele está saindo de um partido agora, ele quer conversar com outros partidos políticos para tomar uma decisão. Eu não sei qual é o partido que ele vai."

A composição com Alckmin, que foi candidato a presidente duas vezes pelo PSDB, em uma delas derrotado pelo próprio Lula, seria vista como uma sinalização do petista de uma chapa mais ao centro na disputa de outubro.

A nota do Solidariedade afirma ainda que a conversa com o ex-governador "deverá ser retomada nos próximos dias".

(Reportagem de Ricardo Brito, em Brasília)

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