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Servidores do BC mantêm plano de paralisação e podem suspender serviços

Sede do Banco Central em Brasília - Adriano Machado/Reuters
Sede do Banco Central em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters

Bernardo Caram

Reuters, São Paulo

17/01/2022 10h34Atualizada em 17/01/2022 10h54

Servidores do Banco Central prometem paralisar atividades do órgão na terça-feira (18) diante da falta de proposta concreta de reajuste salarial por parte do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, informou nesta segunda-feira o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

Em nota, a entidade afirma que a expectativa é de adesão de 50% dos servidores, com possível suspensão do atendimento ao público, da distribuição de cédulas e moedas, da prestação de informações ao sistema financeiro e do acesso a sistemas informatizados.

De acordo com o sindicato, a paralisação será feita entre 10h e 12h, mas a prestação de serviços considerados essenciais será mantida.

O grupo diz esperar uma nova reunião com Campos Neto ainda em janeiro e ressalta que debaterá greve por tempo indeterminado em fevereiro se as negociações não avançarem.

A entidade afirma ainda que prosseguirá com o movimento de entrega de cargos de chefia no BC como forma de reivindicação.

Segundo o sindicato, a reunião entre Campos Neto e representantes da categoria na última semana foi "amistosa e propositiva", mas sem apresentação de proposta formal. Por isso, conforme a nota, foi mantido o movimento.

O grupo diz trabalhar para que os 500 cargos comissionados de gerência no BC sejam entregues. Além disso, os possíveis substitutos para reposição dessas vagas foram convidados a abrir mão dos postos.

"Objetivo da mobilização: reajuste salarial não só para os policiais federais, mas também para o BC, bem como a reestruturação de carreira de analistas e técnicos do BC", diz a nota.