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Atividade empresarial nos EUA desacelera em janeiro em meio a onda da Ômicron, aponta IHS Markit

24/01/2022 12h02

WASHINGTON (Reuters) - A atividade empresarial nos Estados Unidos cresceu em seu ritmo mais lento em 18 meses em janeiro, com um salto nas infecções por Covid-19 durante o inverno norte-americano piorando a escassez de trabalhadores nas fábricas, embora a demanda tenha permanecido forte.

A empresa de dados IHS Markit informou nesta segunda-feira que a leitura preliminar de seu índice PMI composto, que acompanha a atividade nos setores de manufatura e serviços, caiu para 50,8 neste mês, ante 57,0 em dezembro.

Esse foi o nível mais baixo desde julho de 2020. Leitura acima de 50 indica crescimento da atividade empresarial no setor privado.

A leitura preliminar do índice composto de pedidos caiu para 55,0, considerada ainda alta, contra 56,6 em dezembro.

"A produção tem sido afetada pela Ômicron muito mais do que a demanda, com crescimento robusto de novos fluxos de negócios sugerindo que o crescimento voltará a aumentar assim que as restrições forem relaxadas", disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit.

Dados do governo dos EUA divulgados nesta semana mostraram que 8,8 milhões de pessoas relataram entre 29 de dezembro e 10 de janeiro não estar trabalhando por motivos relacionados ao coronavírus. Também houve um aumento nas empresas que alegam sofrer grandes impactos da pandemia.

A desaceleração da atividade neste mês foi generalizada.

O PMI preliminar do setor de serviços da IHS Markit caiu para 50,9, também o patamar mais baixo desde julho de 2020, ante 57,6 em dezembro. Economistas consultados pela Reuters previam leitura de 55,0 neste mês para o setor de serviços, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.

O agravamento dos problemas na cadeia de suprimentos devido à Ômicron restringiu a atividade manufatureira neste mês. O PMI preliminar para o setor manufatureiro caiu para uma mínima em 15 meses de 55,0, ante 57,7 em dezembro. Economistas projetavam queda a 56,7 do índice para o setor de manufatura, que responde por 11,9% da economia norte-americana.

A medida da pesquisa para emprego na indústria contraiu pela primeira vez em 18 meses, com a IHS Markit ressaltando "uma elevada rotatividade de funcionários e relatos sobre não substituição de abandonos voluntários".

As encomendas de bens de fábrica subiram no ritmo mais lento desde julho de 2020. Fabricantes também relataram que o custo dos insumos diminuiu um pouco, embora os preços ainda permaneçam muito altos.

(Por Lucia Mutikani)