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Enauta reduz estimativa de investimento para Atlanta após aprendizados, diz CEO

25/01/2022 15h05

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A brasileira Enauta reduziu as estimativas de investimentos para o sistema definitivo de produção do campo de Atlanta, na Bacia de Santos, enquanto caminha para decidir ainda neste trimestre se terá novos sócios no ativo, afirmou à Reuters o presidente da petroleira, Décio Oddone.

Após uma revisão do conceito do projeto, a partir de aprendizados na área, a empresa calcula agora investimentos de 500 milhões a 600 milhões de dólares, ante 800 milhões a 1 bilhão de dólares no projeto original, considerando a necessidade de menos poços, dentre outras questões.

A estimativa final de aportes dependerá da conclusão da contratação de equipamentos e fornecedores para o projeto, explicou o executivo.

Principal ativo de produção de petróleo da Enauta, Atlanta opera atualmente no sistema de produção antecipada, e produziu em dezembro cerca de 13 mil barris de petróleo por dia (bpd). O ativo tem três poços e um quarto é planejado para o fim deste ano.

"O projeto definitivo se beneficia do original, que foi feito nesse sentido de levantar informações... O aprendizado com o sistema antecipado foi ótimo. A gente hoje tem condições de fazer um projeto considerando todas as informações", disse Oddone, em entrevista à Reuters no fim do dia de segunda-feira.

Na véspera, a empresa informou ao mercado ter celebrado o contrato de compra do FPSO OSX-2 para o sistema definitivo de produção do campo de Atlanta, com a conclusão do negócio estimada para o primeiro trimestre de 2022.

A partir do sistema definitivo, a previsão é chegar à casa dos 50 mil barris de óleo por dia a partir de 2024. Com a revisão do projeto, a Enauta prevê agora de seis a oito poços no ativo, contra 10 a 12 poços anteriormente.

ATRAÇÃO DE SÓCIOS

Enquanto avança no projeto, a Enauta colocou em curso um processo de atração de sócios para Atlanta, atualmente em fase vinculante de negociação.

Oddone evitou dar detalhes, mas adiantou que há um "short list" de empresas participando e que a decisão de vender ou não uma fatia será tomada ainda no primeiro trimestre.

"Nós só vamos vender se houver oferta atraente para a gente", ponderou Oddone, destacando que conforme o tempo passa, mais o projeto tem se mostrado atrativo.

"Ao longo desse processo o projeto só foi melhorando."

Oddone explicou que poderia ter até dois novos sócios no ativo, mas que tudo dependerá das negociações e das ofertas que forem apresentadas. A empresa não abrirá mão da operação e de uma fatia majoritária e poderá inclusive permanecer com os 100% em sua carteira.

(Por Marta Nogueira)