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Confiança de serviços no Brasil cai a mínima em 8 meses em janeiro, diz FGV

28.out.2020 - Ônibus do BRT de Belém, capital do Pará - Alex Ribeiro/Agência Pará
28.out.2020 - Ônibus do BRT de Belém, capital do Pará Imagem: Alex Ribeiro/Agência Pará

Luana Maria Benedito

Da Reuters

28/01/2022 08h28Atualizada em 28/01/2022 09h18

A confiança do setor de serviços iniciou 2022 em seu menor patamar em oito meses, com a mais recente onda de covid-19 agravando uma tendência de desaceleração dos últimos meses, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em janeiro, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 4,3 pontos, para 91,2 pontos, mínima desde maio de 2021 (88,1). Essa foi sua terceira baixa mensal consecutiva e a queda mais intensa desde março de 2021 (-5,6 pontos).

"O resultado negativo desse mês parece refletir a desaceleração que já vinha sendo sinalizada nos últimos meses, mas com o acréscimo da nova onda da pandemia.", explicou em nota o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler.

"Além do cenário macroeconômico ainda difícil e da cautela dos consumidores, a volta de algumas medidas restritivas já impacta a atividade do setor e liga o sinal de alerta sobre o ritmo dos próximos meses", acrescentou o especialista, alertando que será difícil ver recuperação da confiança enquanto esses fatores persistirem.

O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, caiu 3,1 pontos em janeiro, para 89,4 pontos, menor patamar desde junho de 2021 (88,7).

Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, recuou 5,5 pontos, a 93,2 pontos, mínima desde maio de 2021 (92,4).

Entre os segmentos do setor de serviços, o destaque negativo foi dos serviços prestados às famílias, o que, segundo Tobler, é reflexo dos surtos recentes da variante Ômicron do coronavírus e de influenza.

No início deste mês, dados do IBGE mostraram que o setor de serviços brasileiro apresentou em novembro avanço de 2,4% na comparação com outubro, maior taxa de crescimento desde fevereiro de 2021 (+4,0%).