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Moro critica seguidas tentativas do governo de interferir na política de preços da Petrobras

2.dez.2021 - O pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro, em evento em Curitiba - Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo
2.dez.2021 - O pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro, em evento em Curitiba Imagem: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Rodrigo Viga Gaier

29/03/2022 14h56

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro criticou nesta terça-feira as sucessivas tentativas de interferência do governo na Petrobras e na política de preços da companhia.

Moro (Podemos), que é pré-candidato a presidente da República, aparece em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com folga, e do presidente Jair Bolsonaro, que está em segundo.

Na segunda-feira, Bolsonaro indicou o economista Adriano Pires para assumir o comando da Petrobras na vaga do general da reserva Joaquim Silva e Luna.

Pires deve ser o terceiro presidente da estatal em três anos e as demissões de Luna e do economista Roberto Castello Branco foram associadas à política de preços da empresa e às altas no preços de diesel e gasolina.

"Essa instabilidade provocada por sucessivas interferências na Petrobras ou no mercado de combustíveis não é o caminho certo para resolver o problema dos combustíveis", disse Moro em palestra para cerca de 100 pessoas na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Para o ex-ministro da Justiça, o governo escolhe o caminho errado para tentar resolver o problema dos preços altos dos combustíveis no país. Ele frisou que o setor de energia tem uma carga de impostos muito pesada que precisa ser revista.

"Tributar energia e combustíveis não é uma estratégia de desenvolvimento muito inteligente para o país", disse Moro

"Se vai discutir redução de tributação de combustíveis tem que discutir de forma mais ampla a tributação de energia em geral, pois afinal de contas não queremos dar incentivos ao aumento do consumo de combustíveis fósseis", acrescentou.

O Congresso aprovou neste mês lei que mexe especialmente com a cobrança do ICMS sobre combustíveis. O governo federal também zerou PIS e Cofins sobre derivados.