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Ibovespa tem leve queda, mas confirma melhor trimestre desde 2020

31/03/2022 18h02

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa brasileira registrou pequena baixa nesta quinta-feira, após ter ficado de lado quase todo o pregão, no encerramento de seu melhor trimestre desde 2020.

Petrobras, apesar da baixa dos preços do petróleo, e ações de energia e saneamento estiveram entre os destaques de alta da sessão, enquanto Itaú Unibanco, Suzano e Americanas ficaram na ponta oposta.

O Ibovespa caiu 0,22%, a 119.999,23 pontos, acumulando alta de 6,1% em março, o quarto mês seguido de ganhos, e de 14,5% no ano, registrando o melhor trimestre desde o último período de 2020. O volume financeiro da sessão foi de 28,6 bilhões de reais.

Das últimas cinco sessões, apenas em uma o índice fechou com variação, positiva ou negativa, mais intensa do que 0,3%.

Para Phil Soares, analista-chefe de ações da Órama Investimentos, o Ibovespa andar mais de lado é natural, já que "vem de uma sequência recente muito forte de altas".

O mercado ainda manteve no radar as mudanças na corrida eleitoral, após Sérgio Moro desistir da candidatura à Presidência da República, enquanto João Doria manteve-se na disputa, após relatos na imprensa de que ele poderia desistir do pleito. [nL5N2VY7TX]

"A nossa leitura é que qualquer candidato da chamada 'terceira via', com as pesquisas até hoje divulgadas, não chega a ser tomado como uma real possibilidade pelo mercado", afirma Soares, da Órama.

Em Wall Street, os principais índices de ações caíram ao redor de 1,5%, e tiveram piora brusca no final da sessão.

A manutenção de incertezas sobre a guerra na Ucrânia, após expectativa de avanço nas negociações desfazerem-se ao longo da semana, e seu efeito na inflação e na política monetária do banco central norte-americano movimentaram a sessão em Nova York. O S&P 500 teve seu pior trimestre em dois anos.

DESTAQUES DO MÊS

- CVC BRASIL ON disparou 33% e foi a ação do Ibovespa de melhor desempenho em março. O papel vinha com desempenho fraco no mês até a divulgação de resultados na noite de 15 de março. Apesar do prejuízo líquido trimestral de 145,8 milhões de reais (no quarto trimestre), os números animaram o mercado e a CVC chegou a marcar onze sessões seguidas de alta, também beneficiada por cenário externo e câmbio mais atrativo.

- COGNA ON teve a segunda maior alta do índice no mês, de 25,2%, também impulsionada por resultados trimestrais. Só no dia 25, primeiro pregão após os números de quarto trimestre virem a público, o papel avançou quase 20%. Analistas receberam com bons olhos um avanço acima do esperado do Ebitda recorrente e uma queda nas provisões para inadimplência.

- EMBRAER ON, o grande destaque do Ibovespa em 2021, esteve do lado oposto em março, cravando o pior desempenho dentre as ações do índice no mês, queda de 15%. A ação, que já tinha desempenho ruim no período por causa dos potenciais efeitos da guerra no setor aéreo, estendeu baixa após resultados divulgados no dia 9.

- PETRORIO caiu 7,8%, apesar da alta do petróleo no mês e foi a segunda principal queda do índice em março.

DESTAQUES DA SESSÃO

- PETROBRAS PN e ON subiram 1,4% e 0,4%, respectivamente, apesar da queda de 4,8% do petróleo Brent, à medida que o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou maior liberação de reservas da história do país. PETRORIO ON cedeu 5,1% e 3R PETROLEUM ON perdeu 0,8%.

- VALE ON cedeu 0,3%, mesmo com alta de 3,3% no preço do minério de ferro na China. USIMINAS PNA perdeu 2,7%.

- ITAÚ UNIBANCO PN teve queda de 1,3% e BRADESCO PN recuou 0,9%. As ações pioraram no final do pregão, em meio à notícia de que governo avalia potencial aumento de impostos do setor, segundo O Globo.

- ELETROBRAS PN ganhou 2,3%, enquanto ON avançou 2,8%. CEMIG PN teve alta de 3%. Em saneamento, SABESP ON subiu 5,5%.

- AMERICANAS ON caiu 5,5%, assim como MÉLIUZ ON, e YDUQS ON perdeu 4,5%. As ações estiveram entre destaques de baixa em percentual.