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Petrobras inicia produção com sistema definitivo em Mero

02/05/2022 08h04

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras informou nesta segunda-feira que começou a produzir petróleo e gás por meio do FPSO Guanabara, primeiro sistema de produção definitivo instalado no campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

Segundo a estatal, a plataforma tem capacidade de processar até 180 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás, o que representa 6% da produção operada pela Petrobras. A previsão é que a plataforma atinja o pico de produção até o final de 2022.

Mero é o terceiro maior campo de petróleo do pré-sal em volume in place, atrás apenas de Búzios e Tupi, e é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell (19,3%), TotalEnergies (19,3%), e as chinesas CNODC (9,65%) e CNOOC Petroleum (9,65%), além da PPSA (3,5%), como representante da União na área não contratada.

A perspectiva é de que a produção em Mero cresça para mais de 650 mil barris de óleo equivalente por dia em 2026, disse a TotalEnergies em nota separada, citando a previsão de mais três FPSOs na área, cada um com capacidade de 180.000 barris por dia e o início das produções previstas entre 2023 e 2025.

"Este desenvolvimento continuará com a adição de três FPSOs nos próximos anos, todos já em construção... Com grandes recursos e uma produtividade de poço entre os melhores do mundo, este desenvolvimento ilustra a estratégia da TotalEnergies de focar em ativos de baixo custo e baixas emissões", disse o presidente e CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, em comunicado.

O FPSO Guanabara conta com sistemas de reinjeção do gás, pelo qual a produção de gás com teor de 45% de dióxido de carbono (CO2), após consumo próprio no FPSO, será toda reinjetada na jazida visando a manutenção de pressão e a melhora na recuperação de petróleo, além de reduzir o lançamento de CO2 na atmosfera.

A TotalEnergies destacou que o campo Mero estava em pré-produção desde 2017 com o FPSO Pioneiro de Libra, com capacidade de 50.000 barris por dia.

(Por Letícia Fucuchima e Roberto Samora)