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Juros do BCE devem voltar a território positivo até fim do ano, diz Villeroy

06/05/2022 08h37

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu deveria levar sua taxa de depósito de volta a território positivo este ano, disse nesta sexta-feira o presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, em comentários que apontam para seu apoio a pelo menos três aumentos dos juros em 2022.

O BCE tem agido lentamente para remover o suporte este ano, mas a inflação recorde e as expectativas de preços no longo prazo têm levado um número crescente de autoridades a defender um fim mais rápido para quase uma década de suporte não convencional.

Em um primeiro passo, o BCE deveria encerrar as compras de títulos no final de junho, depois aumentar sua taxa de depósito de -0,5% "nas próximas" reuniões de política monetária, disse Villeroy, recusando-se a especificar sua data preferida para o aumento.

"Exceto novos choques imprevistos, eu acharia razoável entrar em território positivo até o final deste ano", disse Villeroy, uma voz influente no Conselho do BCE, em um discurso.

Olli Rehn, presidente do banco central da Finlândia e uma voz moderada no Conselho do BCE, também pediu uma ação rápida.

"Temos que evitar que as altas expectativas de inflação se tornem arraigadas", disse Rehn à CNBC. "Devemos passar relativamente rápido a zero e continuar nosso processo gradual de normalização da política monetária, como temos feito."

Com a taxa de depósito em -0,5%, o retorno ao território positivo sugere pelo menos três aumentos de 0,25 ponto percentual, começando com o primeiro aumento do BCE desde 2011, se o banco seguir a abordagem "gradual" defendida por Villeroy

Os mercados atualmente precificam 0,98 ponto percentual de aumento dos juros este ano, portanto, quase quatro aumentos de 0,25 ponto, o que sugeriria um aumento em cada reunião a partir de julho.

O banco se reunirá em 9 de junho, mas uma alta nessa data foi essencialmente descartada, pois as compras de ativos devem terminar primeiro, o que não é esperado até o final do próximo mês.

(Reportagem de Balazs Koranyi em Frankfurt e Marc Angrand em Paris)