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Ibovespa recua com risco fiscal e falas de Powell e Lagarde

29/06/2022 12h15

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava fraqueza nesta quarta-feira, com agentes financeiros analisando o detalhamento de substitutivo à PEC dos Combustíveis e acompanhando declarações dos titulares dos BCs norte-americano e europeu.

Às 12:11, o Ibovespa caía 0,8%, a 99.789,39 pontos. O volume financeiro somava 7 bilhões de reais.

Em Brasília, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) apresentou seu substitutivo à chamada PEC dos Combustíveis com aumentos no Auxílio Brasil e Auxílio Gás, bem como a criação de voucher para transportadores autônomos de carga.

Segundo Bezerra, o impacto total dos novos benefícios previstos agora na PEC é de 38,75 bilhões de reais.

Para a estrategista de ações da XP Jennie Li, parte da performance negativa do Ibovespa em junho - de cerca de 10% - decorre justamente do aumento de riscos fiscais, com discussões como a da PEC dos Combustíveis.

Em paralelo, a pauta doméstica também mostrou que o IGP-M subiu 0,59% em junho depois de ter subido 0,52% em maio, com a maior pressão no varejo compensando a alta mais fraca no atacado, mas ficou abaixo do mercado.

No exterior, o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, falaram em evento do BCE, chamando a atenção para o atual nível de inflação, que vem preocupando os mercados.

Powell disse que existe o risco de que os juros do Federal Reserve desacelerem demais a economia norte-americana, mas que o maior risco é uma inflação persistente que comece a deixar as expectativas públicas sobre os preços avançarem.

Lagarde ressaltou que a era de inflação ultrabaixa que precedeu a pandemia não deve voltar e os bancos centrais precisam se ajustar às expectativas de alta dos preços significativamente mais elevadas.

Nos EUA, as bolsas mostravam certa indefinição, enquanto o rendimento dos Treasuries recuava.

A agenda norte-americana ainda mostrou que o PIB caiu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, em dado revisado para baixo em relação ao ritmo de queda de 1,5% relatado anteriormente.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caía 0,25%, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior, em meio a ajustes, após ter avançado 7,76% apenas nos últimos dois pregões.

- VALE ON cedia 1,3%, apesar da alta dos futuros do minério de ferro em Dalian, na China, enquanto, em Cingapura, os contratos recuaram após dois dias de alta

- ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,5% e BRADESCO PN perdia 1,6%. BANCO DO BRASIL ON recuava 0,75%.

- REDE D'OR ON valorizava-se 3%, experimentando uma trégua nas vendas após cinco sessões seguidas sem fechar com sinal positivo, período em que acumulou queda de 6,5%. No mês, o declínio alcançava 21% até a véspera.

- POSITIVO TECNOLOGIA ON caía 5,2%, acumulando perda ao redor de 35% desde as máximas do mês nos primeiros dias de junho, tendo de pano de fundo aumento do custo de capital, além de demanda ainda fraca.