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Acionistas da Eletrobras aprovam novos integrantes para conselho após privatização

14.jun.2022 - Autoridades participam da cerimônia que marcou a privatização da Eletrobras, na B3, em São Paulo - Por Rodrigo Viga Gaier
14.jun.2022 - Autoridades participam da cerimônia que marcou a privatização da Eletrobras, na B3, em São Paulo Imagem: Por Rodrigo Viga Gaier

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier, texto de Nayara Figueiredo e Letícia Fucuchima

05/08/2022 17h57

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) -Acionistas da Eletrobras aprovaram em assembleia nesta sexta-feira novos membro para o conselho de administração da companhia de energia elétrica após sua privatização, com mandato até 2025.

O comunicado confirma informação divulgada pela Reuters mais cedo com base em uma fonte a par do assunto.

A eleição da chapa única contou com 863.062.077 votos a favor, 139.834.888 contra e 55.036.169 de abstenções.

Entre os eleitos estão figuras conhecidas do mercado, como Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras; Carlos Augusto Leone Piani, ex-presidente da Equatorial Energia; e Marisete Dadald Pereira, ex-secretária executiva do Ministério de Minas e Energia.

A companhia ressaltou que a posse de Piani está condicionada à renúncia de cargos por ele ocupados nas sociedades que podem ser consideradas concorrentes, a Equatorial Energia e a Vibra Energia.

O atual presidente da Light, Octavio Cortes Pereira Lopes, também integra a chapa eleita.

Outros dois aprovados já tiveram passagens pelo conselho da Eletrobras no passado: o especialista em gestão Vicente Falconi e o advogado Marcelo Gasparino.

Retornam ao colegiado três conselheiros que haviam renunciado logo após a privatização da companhia para a formação de nova chapa: Daniel Alves Ferreira, Felipe Vilela Dias e Marcelo de Siqueira Freitas.

Já Pedro Batista de Lima Filho, sócio da gestora 3G Radar, uma das principais acionistas da Eletrobras, foi eleito em separado pelos preferencialistas. Sua eleição contou com 139.438.559 de votos a favor, 613.880 contrários e 5.451.125 de abstenções.

A eleição do novo colegiado é uma passo importante no processo de transição da Eletrobras de empresa estatal para uma gestão privada. A expectativa é de que os conselheiros também promovam mudanças na diretoria da companhia.

(Reportagem adicional de Letícia Fucuchima, texto de Nayara Figueiredo, edição Alberto Alerigi Jr.)