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Ibovespa sobe quase 3% com NY e petróleo em dia cheio de balanços; Braskem dispara

05/05/2023 17h05

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) -O Ibovespa fechou em forte alta nesta sexta-feira, assegurando uma performance positiva no acumulado da semana, embalado pelo desempenho robusto de Wall Street, enquanto Braskem chegou a disparar mais de 40% em meio a notícias sobre interesse de petrolífera dos Emirados Árabes Unidos na petroquímica.

Uma nova enxurrada de balanços também ocupou a atenção no último pregão da semana, assim como dados fortes do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que corroboraram apostas de que o Federal Reserve deve manter os juros altos por algum tempo, mas aliviaram temores de uma desaceleração econômica iminente.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,91%, a 105.148,48 pontos, acumulando na semana alta de 0,69%. O volume financeiro no pregão somou 28 bilhões de reais.

Em Wall Street, o S&P 500 avançou 1,85%, ajudado também pelo resultado trimestral acima do esperado da Apple, além da recuperação de ações de bancos regionais, embora persista o desconforto com a saúde dessas instituições nos EUA.

Na visão do gestor de renda variável César Mikail, da Western Asset, a bolsa paulista teve um desempenho bastante colado ao mercado norte-americano, que experimentou uma "desanuviada" após toda a volatilidade envolvendo o risco dos bancos de pequeno e médio portes nos EUA.

Além disso, acrescentou, o pregão local também se beneficiou do desempenho de commodities, dado o peso relevante que empresas atreladas a matérias-primas têm no Ibovespa.

"Foi um dia de respiro", afirmou, explicando que por o mercado estar "mais leve" tende a subir com mais força nesses momentos.

DESTAQUES

- BRASKEM PNA disparou 23,62%, a 23,76 reais, depois de notícias de que a petrolífera Adnoc, dos Emirados Árabes Unidos, estaria se unindo à gestora Apollo para fazer uma oferta pela petroquímica brasileira. Após questionamento da Braskem, contudo, a Novonor disse que não recebeu qualquer proposta de potenciais interessados em sua participação de controle na maior petroquímica brasileira. Na máxima, os papéis saltaram 41,5%.

- PETROBRAS PN valorizou-se 4,26%, a 24 reais, favorecida pela alta dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent avançou 3,9%, a 75,30 dólares o barril.

- VALE ON subiu 3,26%, a 69,04 reais, embalada pelo viés comprador na bolsa, apesar de os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Cingapura e Dalian terem recuado nesta sexta-feira, puxados por temores renovados de uma crise bancária nos EUA e preocupações persistentes com a diminuição da demanda em meio à produção reduzida de algumas siderúrgicas chinesas.

- BRADESCO PN fechou com acréscimo de 4,98%, a 14,77 reais, em sessão volátil, após queda de 37,3% no lucro do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, embora o resultado tenha ficado acima do que projetavam analistas. O banco disse que espera um segundo trimestre ainda pressionado pela linha de provisões para perdas com crédito, mas aguarda melhora no segundo semestre. ITAÚ UNIBANCO PN subiu 3,71%.

- GRUPO SOMA ON avançou 11,23%, a 9,21 reais, após o grupo de moda divulgar alta de 36,6% no resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado ano a ano, com expansão de receitas e margens. De acordo com analistas do Citi, os números vieram acima das suas expectativas e devem levar a uma revisão para cima das estimativas para a companhia, principalmente de vendas.

- PETZ ON saltou 15,99%, a 6,89 reais, tendo como pano de fundo balanço do primeiro trimestre, que mostrou Ebitda ajustado da Petz "Standalone" alcançando 70,1 milhões de reais, avanço de 27,6%, com a margem crescendo 0,5 ponto percentual, para 8,4%. "A Petz 'Standalone' trouxe uma leve surpresa positiva no Ebitda, que o fez ficar acima de nossas projeções", afirmou a Genial Investimentos.

- ALPARGATAS PN valorizou-se 11,98%, a 8,6 reais, mesmo após a empresa divulgar declínio de 62,5% no Ebitda da marca Havaianas no primeiro trimestre frente aos mesmos meses de 2022, para 62,3 milhões de reais, com a margem caindo de 18,3% para 7% ano a ano. O volume de pares vendidos recuou 13,4%. A XP Investimentos disse que a Alpargatas reportou outro trimestre de resultados fracos, porém melhores do que as estimativas de seus analistas.

- ASSAÍ ON recuou 8,54%, a 10,5 reais, um dia depois de a rede de atacarejo reportar lucro líquido de 72 milhões de reais no primeiro trimestre, resultado abaixo dos 214 milhões de reais apurados nos meses de janeiro a março do ano passado. A companhia também adotou uma postura de "mais cautela" na abertura de novas lojas orgânicas, diante do contexto de abertura maciça de lojas pelo setor, inflação de alimentos reduzida e juros elevado.

- FLEURY ON saltou 8,21%, a 15,81 reais, apesar de o grupo de medicina diagnóstica divulgar queda de 15% no lucro líquido do primeiro trimestre deste ano frente a igual período do ano passado. O resultado financeiro negativo e o efeito de base de comparação pesaram no lucro, apesar do avanço de receitas.

- ELETROBRAS ON encerrou com acréscimo de 0,68%, a 33,96 reais. A companhia elétrica fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de 406 milhões de reais, uma queda de 85% em relação ao reportado em igual período de 2022, impactado por forte piora do resultado financeiro. A empresa também disse que vê oportunidades de aquisição e avalia alternativas para Emae.

- VIA ON ganhou 3,72%, a 1,95 real, também contaminada pelo viés positivo no pregão, mesmo após a varejista, dona de marcas como Casas Bahia, divulgar prejuízo líquido de 297 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, após lucro de 18 milhões de reais no mesmo período no ano passado. O novo presidente da companhia, Renato Horta Franklin, disse que deve focar na disciplina da alocação de capital da empresa.

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(Edição de Alexandre Caverni e André Romani)