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Ibovespa alcança oitava alta seguida endossado por Vale; Petrobras recua

15/05/2023 18h52

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, pelo oitavo pregão consecutivo, o que não acontecia desde março de 2022, tendo Vale como principal suporte no dia, enquanto Petrobras freou um desempenho mais robusto do índice ao cair cerca de 2%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,52%, a 109.029,12 pontos. O volume financeiro somou 22,5 bilhões de reais.

Da temporada de balanços, BB Seguridade e Raízen tiveram declínios relevantes na esteira de dados trimestrais e projeções, com Azul distanciando-se das mínimas, também com números conhecidos, enquanto Vibra encerrou no azul.

Uma série de resultados ainda é aguardada após o fechamento da bolsa nesta segunda, entre eles os de Banco do Brasil, BRF, Magazine Luiza, Marfrig e Rede D'Or, entre outros.

O primeiro pregão da semana também refletiu expectativas relacionadas ao novo marco fiscal do país, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que as negociações sobre os detalhes do arcabouço devem ser concluídas nesta segunda.

O relator do projeto da nova regra fiscal na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), afirmou que o parecer está "praticamente concluído", faltando apenas alguns ajustes que deverão ser apresentados aos líderes partidários ainda nesta segunda.

Sem dar detalhes da proposta, o relator adiantou que seu parecer deverá contemplar gatilhos, mas indicou que o texto não deve abranger a possibilidade de punição de gestores em caso de descumprimento da meta -- o ponto é reclamado pela oposição e por lideranças partidárias do chamado centrão.

No exterior, os norte-americanos S&P 500 e Dow Jones fecharam com ganhos modestos, após dados de manufatura e com as negociações do teto da dívida dos Estados Unidos em andamento no Congresso no radar, enquanto Meta ajudou o Nasdaq.

DESTAQUES

- VALE ON avançou 1,44%, a 69,06 reais, tendo como pano de fundo a alta dos contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Cingapura nesta segunda-feira, com o sentimento do investidor impulsionado por sinais de melhora na demanda "downstream" e expectativas de uma série de políticas de estímulo a serem implementadas na segunda maior economia do mundo.

- PETROBRAS PN recuou 2,25%, a 25,66 reais, em dia de ajustes após forte valorização nas últimas duas sessões, quando acumulou ganho de 7% na esteira de anúncio sobre dividendos e resultado trimestral. No exterior, o petróleo Brent subiu 1,43%. Também repercutiu notícia de que a Petrobras avalia exercer o direito de preferência para comprar o controle da Braskem, na qual detém participação relevante. A estatal, porém, negou qualquer decisão em relação a desinvestimento ou aumento de sua participação na petroquímica. BRASKEM PNA fechou em baixa de 6,7%, a 22,69 reais.

- BRADESCO PN avançou 1,55%, a 15,71 reais, reforçando o sinal positivo do Ibovespa, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN fechou com acréscimo de 0,37%, a 27,01 reais. BANCO DO BRASIL ON, que divulga balanço após o fechamento, valorizou-se 0,47%, a 44,44 reais.

- BB SEGURIDADE ON encerrou com declínio de 5,91%, a 32,14 reais, mesmo após reportar lucro líquido de 1,83 bilhão de reais no primeiro trimestre, 51,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. A ação vinha de quatro altas seguidas, período em que se valorizou pouco mais de 2%. A companhia disse que deve ter uma visibilidade sobre os prêmios para o ano entre o final do segundo trimestre e o começo do terceiro, após a definição do governo federal sobre o próximo Plano Safra.

- RAÍZEN PN perdeu 4,56%, a 3,14 reais, mesmo após a empresa sucroalcooleira reportar um salto no lucro líquido ajustado no quarto trimestre do ano-safra 2022/2023, para 2,52 bilhões de reais, enquanto estimou Ebitda ajustado entre 13,5 bilhões de reais e 14,5 bilhões de reais no ano-safra 2023/2024. A companhia também disse que avalia diversas oportunidades para a importação de combustíveis de forma a se manter bastante competitiva.

- EZTEC ON avançou 4,91%, a 15,81 reais, em sessão de ajustes, após perder quase 6,5% na última sessão, quando reagiu à divulgação do balanço do primeiro trimestre um dia antes, que mostrou queda de 19,3% na receita líquida frente ao mesmo período do ano passado, enquanto o lucro cresceu 34%.

- AZUL PN caiu 0,78%, a 12,76 reais, mesmo após reduzir o prejuízo líquido ajustado no primeiro trimestre e divulgar projeções mais positivas para o ano, na sequência do acordo com empresas de leasing anunciado em março. Analistas do Citi ponderaram que, "embora esses resultados pareçam fundamentalmente sólidos", alguns investidores podem reagir com preocupação à potencial diluição com o instrumento de conversão de dívida em ação presente no acordo com fabricantes de motores e arrendadores. No pior momento, a ação desabou 11,74%. No setor, GOL PN avançou 4,07%, a 7,67 reais.

- VIBRA ON subiu 1,04%, a 14,55 reais, revertendo as perdas principalmente na primeira etapa do dia, quando chegou a cair mais de 4%, após a distribuidora de combustíveis divulgar queda de 75,1% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para 81 milhões de reais, com o resultado sofrendo influência da redução dos preços de derivados de petróleo. A companhia disse que considera que o efeito de maiores importações de diesel russo barato por outros agentes do mercado brasileiro é restrito a algumas regiões do país, e ainda não tomou decisão de buscar o combustível na Rússia.

- HAPVIDA ON ganhou 0,96%, a 3,15 reais, após o grupo de saúde acertar a venda da subsidiária São Francisco Resgate para a Elo Conservação, em acordo com "enterprise value" de 150 milhões de reais, em movimento para fortalecer sua estrutura de capital. A Hapvida também divulga seu resultado do primeiro trimestre nesta segunda-feira, após o fechamento.

- M. DIAS BRANCO ON, que não está no Ibovespa, saltou 12,67%, a 36,81 reais, melhor desempenho no Small Caps. A líder nos mercados de biscoitos e massas no Brasil divulgou lucro líquido de 69,9 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 84,9% ano a ano, com receita recorde para o período de janeiro a março à medida que ampliou volumes e preços dos produtos.

- XP INC, que é negociada em Nova York, fechou em alta de 2,41%, a 15,75 dólares, antes da divulgação do resultado do primeiro trimestre, que mostrou lucro líquido de 796 milhões de reais no primeiro trimestre, queda de 7% sobre o desempenho de um ano antes, com receita estável.