Ibovespa recua liderado por BRF; Méliuz sobe

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, com BRF respondendo pelo pior desempenho, em queda de quase 5%, após precificar oferta de ações na véspera, enquanto Méliuz avançava cerca de 8% em sessão de recuperação após atingir mínima histórica de fechamento no dia anterior.

Às 10:53, o Ibovespa caía 0,58%, a 118.574,24 pontos. O volume financeiro somava 3,8 bilhões de reais.

No exterior, Wall Street adotava um viés positivo, com resultados de bancos no radar, incluindo o balanço do JPMorgan, que viu seu lucro saltar 67% no segundo trimestre. O S&P 500 avançava 0,31%.

Na visão do estrategista da Ágora Investimentos, José Cataldo, os principais mercados internacionais mostravam sinais de exaustão nesta sexta-feira, após uma semana positiva. "Esse fôlego limitado também sugere pouco apetite dos investidores por aqui hoje", afirmou em nota a clientes.

Cataldo também acrescentou que as novas críticas do governo ao mercado financeiro e ao Banco Central e o debate sobre a reforma tributária ficam no radar, mas não deveriam alterar de forma significativa a percepção de risco local.

DESTAQUES

- BRF ON caía 4,72%, a 9,09 reais, após precificar sua oferta de ações a 9 reais por papel, levantando 5,4 bilhões de reais. A operação concretizou o investimento da saudita Salic e da Marfrig na companhia brasileira.

- GOL PN recuava 3,6%, a 10,17 reais, tendo como pano de fundo previsão da companhia aérea de um prejuízo por ação de cerca de 1,05 real para o segundo trimestre deste ano. A margem Ebitda foi estimada em aproximadamente 21% no trimestre.

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- MÉLIUZ ON avançava 8,04%, a 7,66 reais, após fechar na véspera em uma mínima histórica, a 7,09 reais, contabilizando uma perda de quase 40% no ano. O BTG Pactual reiterou recomendação de "compra" para o papel, segundo relatório com data de quinta-feira, após encontro com executivos da empresa.

- VALE ON ganhava 0,52%, a 68,97 reais, com os futuros de minério de ferro na Ásia em alta pela quarta sessão, sustentados por esperanças crescentes de estímulo na China e estoques mais baixos em usinas e portos. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange, na China, atingiu uma máxima de quase quatro meses.

- ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,14%, a 28,54 reais, e BRADESCO PN perdia 0,42%, a 16,48 reais, em dia misto no setor, com BANCO DO BRASIL ON valorizando-se 0,54% e SANTANDER BRASIL UNIT em alta de 0,47%. O conselho de administração do Santander Brasil aprovou distribuição aos acionistas de 1,5 bilhão de reais na forma de juros sobre o capital próprio (JCP).

- PETZ ON perdia 3,7%, a 6,25 reais, em sessão negativa para o setor de consumo como um todo, após queda nas vendas do varejo brasileiro em maio, contrariando expectativas no mercado. "Com os juros altos, o crédito vem sendo impactado e é um fator importante" disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa divulgada pelo IBGE.

- PETROBRAS PN recuava 0,91%, a 29,36 reais, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior, com o Brent cedendo 0,66%, a 80,82 dólares o barril.

- MRV&CO ON cedia 1,54%, a 12,8 reais, depois de precificar oferta subsequente de ações a 12,80 reais por papel, levantando 1 bilhão de reais, recursos que usará para melhorar estrutura de capital de suas operações de incorporação no Brasil.

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- EQUATORIAL ON caía 0,63%, a 33,14 reais. A empresa disse que efeito total a ser percebido pela companhia após a definição pela Aneel dos valores de Receitas Anuais Permitidas (RAP) para o novo ciclo é de -2,21%, com uma RAP consolidada de cerca de 1,31 bilhão de reais.

- BR PROPERTIES ON , que não faz parte do Ibovespa, recuava 4,33%, a 91,76 reais, em meio a anúncio de que sua controladora, Slabs Investimentos, fez um pedido de registro de oferta pública para cancelamento de seu registro de companhia aberta. O preço da oferta é de 64 reais por ação.

- PETRORECONCAVO ON tinha variação negativa de 1,49%, a 20,54 reais, após assinar contrato de compra e venda de gás natural com a Copergás, distribuidora de gás canalizado de Pernambuco. O acordo tem prazo de 10 anos e valor estimado de 1,6 bilhão de reais, considerando somente o preço da molécula.

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