Magazine Luiza vê vendas no 2º semestre melhores que primeira metade do ano

SÃO PAULO (Reuters) - O Magazine Luiza está vendo o varejo brasileiro em uma situação "mais racional" e avalia que as vendas do segundo semestre deverão ganhar tração sobre o primeiro, diante do início da queda de juros e redução da inadimplência, afirmaram executivos da companhia nesta terça-feira.

A empresa está se preparando para formar neste trimestre estoques maiores para eventos que incluem a Black Friday em novembro e tem expectativa elevada sobre vendas da chamada "linha branca", que reúne aparelhos domésticos como lavadoras.

"Estamos em negociação com os fornecedores...esperamos uma Black Friday melhor que no ano passado tanto no online quanto na loja física", afirmou o vice-presidente de operações do Magazine Luiza, Fabrício Garcia, em conferência com analistas.

"O estoque deve subir um pouco neste trimestre pensando na programação do final do ano. Se vier o calor que se está prevendo, é algo que vai mexer com linha branca", acrescentou.

As ações do Magazine Luiza exibiam queda de 2,82%, a 2,76 reais, às 16h07, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,22%.

A companhia divulgou na noite da véspera prejuízo de 198,8 milhões de reais para o segundo trimestre, alta de 77,3% na comparação com o prejuízo do mesmo período do ano passado.

Parte do resultado, assim como ocorrido no primeiro trimestre, deveu-se à estratégia da empresa de buscar repassar o impacto de aumento tributário gerado pelo retorno do imposto Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal) aos preços dos produtos.

No segundo trimestre, a empresa repassou 60% a 70% desse aumento, disse Garcia, e a expectativa é repassar o restante até o final do ano.

O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou que "é difícil crescer venda e repassar ao mesmo tempo", mas que após a conclusão do processo a empresa vai focar em "maior crescimento" de vendas online de seus produtos, o chamado "1P".

Continua após a publicidade

"A perspectiva é muito positiva para médio prazo e no curto prazo, em função da dinâmica do mercado, estamos vendo crescimentos melhores (de vendas) em relação ao primeiro semestre", afirmou Trajano.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Deixe seu comentário

Só para assinantes