Conteúdo publicado há 11 meses

Alckmin diz que Câmara deve votar novo arcabouço fiscal nesta terça-feira

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que exerce a Presidência da República com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se comprometeu a votar o novo arcabouço fiscal, que segundo ele deve ser votado nesta terça-feira.

"Lira se comprometeu em votar e deve votar hoje o arcabouço fiscal", disse Alckmin, em evento do banco Santander.

A uma plateia de empresários e executivos do setor financeiro, Alckmin defendeu que o primeiro ano de governo é fundamental para a aprovação de reformas estruturantes no Congresso, principalmente por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

"Duas reformas estão bem encaminhadas; uma, o arcabouço fiscal, que deve ser votado hoje", disse Alckmin. "Segundo projeto é o tributário. Não vai resolver tudo, mas está no caminho certo."

Alckmin defendeu que a reforma tributária pode fazer diferença para o Brasil em termos de atração de investimentos.

O presidente em exercício disse ainda que o projeto de regulação do mercado de carbono deve ser encaminhado pelo governo ao Congresso nas próximas semanas. Além da regulação do mercado de carbono, ele defendeu o ajuste de gastos e uma reforma política.

Ambiente econômico

O presidente em exercício também reconheceu que os juros no Brasil "são elevados", mas disse que a tendência é de queda.

"Mais que reduzir meio ponto da Selic, foi (importante) a sinalização do Copom de tendência de queda de juros", pontuou.

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No início de agosto, o Comitê de Política Monetária cortou a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, e indicou a intenção de promover novos cortes na mesma magnitude nos próximos encontros.

Para o presidente em exercício, o câmbio no Brasil também está "competitivo" para as empresas, ao oscilar em torno de 4,80, 4,90 e 5,00 reais.

Alckmin afirmou ainda que existe uma "grande possibilidade" de ser celebrado este ano o acordo entre Mercosul e União Europeia.

"Quando você não faz acordo, você não ficou parado, você vai para trás", defendeu.

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