Obstáculos de privacidade e maturidade do mercado afetam implementação do Drex, diz autoridade do BC

Por Lisa Pauline Mattackal

(Reuters) - Manter a privacidade e aumentar a compreensão da tecnologia de "blockchain" são questões primárias a serem resolvidas antes que a moeda digital do Banco Central, chamada Drex, esteja pronta para uso geral, disse o coordenador do projeto da autoridade monetária nesta terça-feira.

A primeira fase de lançamento do Drex, destinada a instituições financeiras, está programada para maio de 2024, embora tenha sido adiada em relação ao lançamento inicial planejado para fevereiro.

“Estamos utilizando tecnologia de contabilidade distribuída baseada na Máquina Virtual Ethereum. Essa tecnologia tende a ser muito aberta com todas as informações dos participantes”, disse Fabio Araújo, coordenador da iniciativa do real digital do BC, referindo-se ao software que executa contratos inteligentes em um livro-caixa em "blockchain".

“Precisamos garantir que a privacidade seja compatível com a lei”, disse ele no Reuters Global Markets Forum.

A maturidade do mercado é outra questão importante a resolver, já que o BC deseja que as empresas desenvolvam novos casos de uso para a tecnologia, afirmou Araújo.

A autarquia espera abrir testes para novos protocolos depois do próximo mês de maio e lançar testes com a população em geral até o final de 2024, embora Araujo tenha destacado que este cronograma depende do cumprimento dos requisitos de segurança e privacidade.

Ele ressaltou que é improvável que o real digital tenha a mesma integração rápida que o Pix, mas o BC trabalharia com outros ramos do governo para aumentar a educação financeira do consumidor.

O BC pretende usar a moeda digital para impulsionar o acesso a serviços financeiros, com Araujo citando investimentos fáceis em títulos públicos como um possível caso de uso inicial.

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