Indústria do Brasil mostra sinais de recuperação em agosto com demanda melhor, segundo PMI

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira mostrou sinais de recuperação em agosto com leve aumento na produção e nas vendas diante de uma melhora na demanda, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta sexta-feira.

A S&P Global informou que em agosto o PMI da indústria brasileira subiu a 50,1, de 47,8, ficando acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pela primeira vez em dez meses e indicando estabilidade das condições operacionais.

"Os dados do PMI revelaram uma recuperação promissora da indústria em agosto. O restabelecimento das contratações e a estabilização das compras de insumos indicam o compromisso das empresas com o crescimento", destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

As novas encomendas no setor subiram em agosto e encerraram uma sequência de dez meses de contração, com citações de melhora da demanda.

Ainda que elas tenham avançado de forma marginal, somaram-se a esforços de reabastecimento de estoques e esse movimento garantiu novo aumento nos volumes de produção, após nove meses de redução. Mas o aumento ficou centrado na categoria de bens ao consumidor, com os fabricantes de bens intermediários e de bens de capital sinalizando cortes.

No entanto, as encomendas internacionais à indústria brasileira diminuíram em agosto, ampliando a sequência atual de contração para um ano e meio. As empresas relataram demanda mais fraca de clientes na Europa e na América Latina.

Mas os sinais de retomada da demanda e a maior necessidade de produção encorajaram os empresários do setor a contratar mais funcionários no mês passado, e o emprego subiu pela primeira vez em dez meses, mesmo que ligeiramente.

Em relação aos preços de insumos, os altos níveis de estoques entre os fornecedores garantiram nova redução nos preços cobrados por eles, e os custos caíram pelo quarto mês seguido em agosto.

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Isso somou-se a esforços de promoções para garantir mais trabalhos, e os preços cobrados pela indústria em agosto continuaram a cair, mas no ritmo mais fraco em três meses.

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