Minério de ferro sobe com estímulo imobiliário na China em foco

Por Enrico Dela Cruz

(Reuters) - Os contratos futuros do minério de ferro mantiveram ganhos modestos nesta segunda-feira, em meio ao otimismo com relação a medidas de apoio da China, principal produtor mundial de aço, ao setor imobiliário local em dificuldades.

A China está preparada para tomar novas medidas, incluindo o relaxamento de restrições a compra de casas, enquanto se esforça para enfrentar uma crise cada vez mais profunda em seu setor imobiliário endividado, informou a Reuters na sexta-feira, citando quatro pessoas familiarizadas com o assunto.

A reportagem foi divulgada depois que os reguladores relaxaram na semana passada os critérios para hipotecas de primeira casa, enquanto algumas cidades na China disseram que permitiriam que os compradores de imóveis desfrutassem de empréstimos preferenciais para a compra de uma primeira casa, independentemente dos registros de crédito.

O contrato de outubro mais ativo do minério de ferro na Bolsa de Cingapura subiu 0,4%, para 114,40 dólares por tonelada, após atingir mais cedo 116,10 dólares, o nível mais forte desde 3 de abril.

O minério de ferro mais negociado em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian, da China, encerrou as negociações do dia com alta de 0,1%, a 844,50 iuanes (116,20 dólares) por tonelada, abaixo da máxima de 865,50 iuanes atingida no início da sessão.

Somando-se ao sentimento otimista, o desenvolvedor chinês Country Garden obteve a aprovação de seus credores para estender os pagamentos de um título privado onshore, informou a Reuters.

Sem apoio adicional dos fundamentos, no entanto, "os preços do minério de ferro deverão eventualmente gravitar para baixo, de volta ao nosso intervalo-alvo de médio prazo (92-108 dólares/t) -- uma vez que os mercados financeiros tenham se satisfeito com esperanças e sonhos de mais estímulos", Widnell disse.

Outros ingredientes siderúrgicos na bolsa de Dalian ampliaram o rali, com o carvão metalúrgico avançando 5,1%, conforme verificações de segurança em minas na China alimentavam preocupações sobre o fornecimento.

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(Reportagem de Enrico Dela Cruz)

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