Autoridades do Fed devem ter paciência com ajustes de juros e debater se outros são necessários

Por Ann Saphir

(Reuters) - Antes da reunião de definição de política monetária deste mês, as autoridades do Federal Reserve foram bastante claras sobre duas coisas: não estão ansiosas para aumentar a taxa básica de juros, mas também poucas delas estão prontas para declarar vitória.

O banco central dos Estados Unidos elevou os juros do país em 5,25 pontos percentuais nos últimos 18 meses.

Esses juros mais elevados começaram a fazer efeito: o crescimento do emprego arrefeceu e as pressões de preço nos últimos meses caíram acentuadamente, recuando de 7% para 3,3% em julho, pela medida preferencial do Fed.

E, por enquanto, mesmo os formuladores de política monetária mais "hawkish" (agressivos contra a inflação) do Fed contentam-se em deixar que os dados se revelem, ao mesmo tempo que monitoram se os gastos dos consumidores surpreendentemente fortes e um mercado de trabalho ainda apertado poderão alimentar pressões inflacionárias.

“Outra pausa pode ser apropriada quando nos reunirmos neste mês”, disse a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, na quinta-feira. "Meu cenário base, porém, é que ainda há trabalho a fazer."

E embora outras autoridades tenham opiniões diversas, nenhuma resistiu fortemente às expectativas gerais do mercado financeiro de que o Fed manterá a taxa no atual intervalo de 5,25% a 5,5% nessa reunião.

“Podemos apenas sentar” e esperar para ver se a inflação continua a tendência de queda, disse o geralmente "hawkish" diretor do Chris Waller, nesta semana.

"Ainda é uma questão em aberto à medida que avançamos: se ficamos suficientemente restritivos para conseguir isso", disse o presidente do Fed Nova York, John Williams, na quinta-feira sobre reduzir a inflação de forma sustentável para a meta de 2% do Fed.

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Uma leitura do índice de preços ao consumidor do Departamento do Trabalho dos EUA previsto para quarta-feira deve mostrar que a inflação por este indicador subiu para 3,6% no mês passado devido, em grande parte, aos preços mais elevados da gasolina.

As pressões subjacentes sobre os preços, no entanto, provavelmente continuaram a desacelerar, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas.

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