Moraes concede liberdade a ex-segurança de Bolsonaro preso em investigação de fraude em cartão de vacina

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu liberdade ao policial militar Max Guilherme, que atuou como segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmaram a defesa do ex-auxiliar e uma fonte da corte.

Max Guilherme já dormiu em casa nesta quinta-feira, de acordo com o advogado Admar Gonzaga, que o representa. Ele está sendo monitorado por meio do uso de tornozeleira eletrônica.

O ex-auxiliar de Bolsonaro havia sido preso no início de maio no âmbito de investigação sobre suspeita de fraude em cartões de vacinação de Bolsonaro e de pessoas próximas a ele, na mesma operação que levou à prisão do ex-ajudante de ordens d e Bolsonaro, Mauro Cid.

"Não posso dar detalhes da decisão por causa do segredo de Justiça, (mas foi) uma decisão muito razoável, não havia mais motivação para ele estar sob custodia, ele não fez nenhum ato ilegal de falsificar o cartão de vacinas, não foi ele que fez, isso já foi confessado por quem fez", afirmou Gonzaga.

Segundo uma fonte do Supremo, entre uma das motivações, a liberdade a Max Guilherme foi concedida porque as diligências em relação a ele já se encerraram.

Como segurança de Bolsonaro, Max Guilherme chegou a viajar aos Estados Unidos com o ex-presidente após o fim do mandato no fim do ano passado.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Pedro Fonseca)

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