Dólar sobe frente ao real com foco em dados de inflação e ajuste após tombo

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia frente ao real nesta terça-feira, conforme investidores do mundo inteiro aguardavam com alguma cautela uma importante leitura da inflação norte-americana desta semana, enquanto, na cena local, o mercado repercute um IPCA um pouco abaixo do esperado.

Às 10:37 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,56%, a 4,9586 reais na venda.

Na B3, às 10:37 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,5%, a 4,9710 reais.

"Há alguma volatilidade... Acho que na agenda não tem nada pra sustentar um recuo no dólar, ao menos hoje, então a direção ainda é para cima", disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, citando ainda movimento de realização de lucros depois de a moeda norte-americana ter caído mais de 1% na véspera.

"Na minha opinião, o 'driver' da semana será a inflação nos EUA", completou Bergallo. "Isso vai balizar a expectativa do mercado sobre a próxima decisão de juros do Fed, que será determinante para ditar fluxo por aqui."

Os dados de preços ao consumidor dos EUA de agosto serão publicados na quarta-feira e os de preços ao produtor na quinta, seguidos pela decisão de política monetária do Fed em 20 de setembro.

Custos de empréstimos mais elevados nos EUA tendem a impulsionar os rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, manter o dólar em patamares fortes a nível global, conforme investidores migram seus investimentos em renda fixa para a maior economia do mundo.

No Brasil, o aumento nas contas da energia elétrica levou a inflação no Brasil a acelerar a alta em agosto, ainda que com menos intensidade do que o esperado, deixando a taxa em 12 meses acima de 4% de novo uma semana antes da próxima reunião de política monetária do Banco Central.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,23% em agosto, depois de alta de 0,12% em julho, resultado um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,28%.

"Não vejo possibilidade de a próxima decisão do Copom ser diferente de um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, então sem surpresas por aqui", disse Bergallo sobre a leitura da inflação.

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