Lucro da Inditex, proprietária da Zara, aumenta 40% com desaceleração dos aumentos de preços

Por Corina Pons e Helen Reid

MADRI (Reuters) - A Inditex, proprietária da Zara, superou as expectativas nesta quarta-feira com um salto de 40% no lucro líquido semestral, apesar de a maior empresa de fast fashion do mundo ter diminuído o ritmo de seus aumentos de preços.

A companhia ampliou sua liderança sobre a rival sueca H&M este ano, fornecendo tendências de moda mais rapidamente de fornecedores próximos a preços que lhe permitem lidar com as pressões inflacionárias.

A empresa registrou um lucro líquido de 2,5 bilhões de euros nos seis meses até 31 de julho, superando a previsão do mercado de 2,38 bilhões, de acordo com dados da LSEG.

"Dado o desempenho recente, muitos investidores questionam por quanto tempo a força pode continuar", disse William Woods, analista da Bernstein.

A maioria dos analistas espera que a sólida posição financeira da Inditex permita manter os preços estáveis ou até mesmo reduzi-los diante do enfraquecimento da demanda e da queda da inflação.

A principal marca da varejista, a Zara, planeja expandir ainda mais suas lojas nos Estados Unidos, um mercado que há dois anos se tornou o maior da empresa, depois da Espanha.

As vendas da Inditex aumentaram 13,5% para 16,9 bilhões de euros e uma margem bruta de 58,2%.

O grupo, que também é proprietário da Bershka, Pull & Bear e outras marcas, disse que as vendas em moedas constantes entre 1º de agosto e 11 de setembro foram 14% mais altas do que no ano anterior, mostrando que o ritmo das vendas de verão continua à medida que as coleções de outono começam a chegar.

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"Espero que os aumentos de preços sejam moderados agora ao longo do próximo ano", disse o analista do RBC Richard Chamberlain, acrescentando que os resultados superaram suas expectativas.

Com uma grande parte de seus custos em euros, a Inditex disse que espera que as moedas tenham um impacto de -3,5% nas vendas deste ano, pior do que o impacto de -2,5% que esperava anteriormente.

A empresa manteve sua perspectiva inalterada, dizendo que "continua a ver fortes oportunidades de crescimento", já que atualmente tem baixa participação de mercado nos 213 países onde está presente.

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