China corta taxa de compulsório de bancos para ajudar na recuperação

PEQUIM (Reuters) - O banco central da China disse nesta quinta-feira que reduzirá a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas pela segunda vez neste ano, para ajudar a manter a liquidez ampla e apoiar uma recuperação econômica incipiente.

O Banco do Povo da China informou que vai cortar a taxa de compulsório para todos os bancos, exceto aqueles que implementaram uma taxa de reserva de 5%, em 25 pontos-base a partir de 15 de setembro.

O corte segue outra redução de 25 pontos em março e a medida foi tomada no momento em que a segunda maior economia do mundo enfrenta dificuldades com sua recuperação pós-pandemia.

A economia da China está enfrentando demanda fraca e "o corte do compulsório pode levar as instituições financeiras e aumentar o suporte para a economia real e impulsionar a confiança no mercado", disse Wen Bin, economista-chefe do Minsheng Bank.

A medida deve liberar mais de 500 bilhões de iuanes (68,71 bilhões de dólares) em liquidez de médio a longo prazo, disse uma autoridade do banco central segundo a mídia estatal Xinhua.

Para sustentar a economia, o governo implementou uma série de medidas nos últimos meses, incluindo ações para estimular a demanda por moradias.

No comunicado, o banco central também prometeu uma política monetária "precisa e contundente" para sustentar a economia, além de manter a taxa de câmbio do iuan basicamente estável.

Xu Tianchen, economista sênior do Economist Intelligence Unit, disse que o governo quer dar apoio à economia dado o risco à sua meta de crescimento de 5% do PIB este ano.

(Reportagem de Liangping Gao, Joe Cash, Ellen Zhang e Kevin Yao)

Deixe seu comentário

Só para assinantes