Ibovespa mostra indefinição em dia de vencimento de opções; Casas Bahia cai 9%

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa não firmava uma direção única nesta sexta-feira, marcada por vencimento de opções sobre ações, além de movimentos de realização de lucros após quatro altas seguidas, enquanto Vale oferecia algum suporte na esteira de nova alta dos preços do minério de ferro.

Às 11h41, o Ibovespa tinha oscilação positiva de 0,05%, a 119.447,08 pontos, tendo chegado a 119.780,2 pontos na máxima até o momento e a 119.025,81 pontos na mínima. A última vez que tocou os 120 mil pontos foi no pregão de 7 de agosto. Ainda assim, acumulava ganho de mais de 3% na semana. O volume financeiro somava 6,25 bilhões de reais.

No exterior, o noticiário chinês voltou a ocupar a atenção de agentes financeiros, com nova medida do banco central para estimular a segunda maior economia do mundo, enquanto dados de agosto de produção industrial, vendas do varejo e de moradias e investimentos em ativos fixos apresentaram sinais divergentes.

"O conjunto de indicadores não muda a leitura de que a economia chinesa está desacelerando de maneira relevante. Contudo, os esforços do BC chinês trazem alívio nas preocupações com os próximos trimestres", afirmou a equipe de Economia do Bradesco em relatório a clientes.

Em Wall Street, o sinal negativo prevalecia, com o S&P 500 em baixa de 0,65%, após uma semana que ainda caminha para terminar no azul diante de perspectivas de uma possível pausa nas altas de juros do Federal Reserve na decisão que será conhecida na próxima quarta-feira.

DESTAQUES

- CASAS BAHIA ON tombava 8,89%, a 0,82 real, ainda pressionada pela oferta de ações, além de riscos de antecipação de dívida e possibilidade de investidores desistirem de pedidos de subscrição no follow-on. Para o Citi, os recursos da oferta devem reduzir a alavancagem e as despesas financeiras da varejista, mas não resolvem o seu problema mais amplo de estrutura de capital.

- ENERGISA UNIT avançava 2,59%, a 49,83 reais, e EQUATORIAL ON tinha alta de 2,59%, a 49,83, em dia de alta em companhias elétricas, com o índice do setor subindo 1,3%. Analistas do Bank of America também afirmaram em relatório que gostam Energisa e Equatorial citando a alavancagem e a exposição à taxa de juros nominal no Brasil. No setor, ELETROBRAS ON destoava, com queda de 0,68%.

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- VALE ON avançava 0,58%, a 70,53 reais, conforme os futuros do minério de ferro voltaram a subir na Ásia, com o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange encerrando as negociações do dia com alta de 2,3%, a 879 iuans (120,91 dólares) por tonelada. Em Cingapura, o vencimento de referência também subiu.

- PETROBRAS PN recuava 0,41%, a 33,73 reais, com a fraqueza dos preços do petróleo no exterior corroborando ajustes após a ação renovar máximas históricas na véspera. O contrato de Brent cedia 0,06%, a 93,64 dólares o barril. PETROBRAS ON perdia 0,75%, a 37,17 reais.

- ITAÚ UNIBANCO PN mostrava estabilidade, a 27,71 reais, enquanto BRADESCO PN cedia 0,13%, a 14,97.

- CARREFOUR ON perdia 3,75%, a 10,26 reais, acompanhado de perto por GPA ON, em baixa de 3,71%, a 4,41 reais, e ASSAÍ ON, em queda de 1,27%, a 12,46. O Morgan Stanley manteve recomendação "overweight" para Carrefour e Assaí, mas reduziu os respectivos preços-alvo de 17,50 para 16,50 reais e de 23 para 20 reais. GPA continuou com "equal-weight", mas o preço-alvo caiu de 18 para 5 reais.

- GRUPO SOMA ON cedia 1,92%, a 7,65 reais, em dia desfavorável para ações de consumo de modo geral, tendo como pano de fundo também a alta nas taxas dos contratos futuros de juros. Além da queda de 0,99% do índice do setor de consumo na B3, também o índice do setor imobiliário trabalhava no vermelho, com declínio de 1,28%.

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