Autoridades do Fed veem taxa básica dos EUA em 5,1% ao final de 2024

WASHINGTON (Reuters) - Os formuladores de política monetária dos Estados Unidos esperam que, após uma alta final da taxa básica de juros este ano, para 5,6%, terminem o próximo ano com custos de empréstimo de curto prazo em 5,1%, o que implica menos cortes nos juros do que previam há três meses.

Essa estimativa está de acordo com a mediana de 19 previsões incluídas no mais recente resumo trimestral das projeções das autoridades do Federal Reserve publicado nesta quarta-feira, juntamente com a decisão do Fed de manter sua taxa básica inalterada na faixa de 5,25% a 5,50%.

O ritmo reduzido de flexibilização da política monetária prevista para o próximo ano está em linha com o que autoridades do banco central norte-americano projetam ser um progresso misto em direção à meta de inflação de 2% do Fed.

Os formuladores de política monetária preveem agora que o índice de inflação PCE se situe em 3,3% no final deste ano, contra previsão de junho de 3,2%, em queda para 2,5% no final de 2024, em comparação com 2,5% observados em junho.

As autoridades estimam que a inflação chegará a 2,2% até o final de 2025, antes de finalmente atingir sua meta de 2,0% em 2026.

Os formuladores de política monetária ​​do Fed esperam também novas reduções na taxa básica de juros, para 3,9% até o final de 2025 -- acima dos 3,4% que projetaram em junho -- e para 2,9% até ao final de 2026.

As projeções atualizadas indicam confiança crescente em um cenário de “pouso suave” para a economia norte-americana, no qual a inflação desacelera sem queda acentuada do crescimento econômico ou forte aumento da taxa de desemprego.

As autoridades preveem que o Produto Interno Bruto dos EUA crescerá 2,1% este ano, uma melhoria notável face ao crescimento de 1,0% projetado em junho, e terá expansão de 1,5% no próximo ano. Entretanto, a taxa de desemprego -- que está atualmente em 3,8% -- deverá atingir um pico de 4,1% em 2024, e permanecer nesse nível em 2025. Em junho, a estimativa é que o desemprego chegaria a 4,5%.

(Por Ann Saphir e Dan Burns)

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