Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm queda inesperada

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, mas pode se recuperar nas próximas semanas já que uma greve parcial do sindicato United Auto Workers força os fabricantes de automóveis a demitir temporariamente trabalhadores devido à escassez de alguns materiais.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 20.000 na semana encerrada em 16 de setembro, para 201.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.

O mercado de trabalho continua apertado, com os pedidos no limite inferior da faixa de 194.000 a 265.000 para este ano.

O Federal Reserve manteve a taxa de juros na quarta-feira, mas reforçou sua postura dura, com um novo aumento projetado até o final do ano e a política monetária a ser mantida significativamente mais apertada até 2024.

Desde março de 2022, o banco central dos EUA aumentou sua taxa de juros de referência em 525 pontos-base, para a faixa atual de 5,25% a 5,50%. O chair do Fed, Jerome Powell, disse a repórteres na quarta-feira que "o mercado de trabalho continua apertado, mas as condições de oferta e demanda continuam a se equilibrar melhor". O crescimento e a abertura de postos de trabalho têm se desacelerado.

Na semana passada, o sindicato lançou uma greve direcionada contra Ford, GM e Stellantis, afetando uma fábrica em cada empresa. Ele ameaçou ampliar as paradas de trabalho, que por enquanto envolvem apenas cerca de 12.700 dos 146.000 membros do sindicato afetados.

Embora os trabalhadores grevistas não tenham direito ao seguro-desemprego, a paralisação tem prejudicado a cadeia de oferta.

Na sexta-feira passada, a Ford concedeu licença a 600 trabalhadores que não estavam em greve, enquanto a GM disse que esperava interromper as operações em sua fábrica de automóveis no Kansas, afetando 2.000 trabalhadores. A Stellantis, controladora da Chrysler, disse que demitiria temporariamente 68 funcionários em Ohio e que espera dispensar outros 300 trabalhadores em Indiana.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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