DWS pagará US$25 mi para encerrar investigação nos EUA sobre greenwashing e outras questões

Por Chris Prentice

NOVA YORK (Reuters) - A empresa de investimentos DWS, controlada pelo Deutsche Bank, pagará 25 milhões de dólares para resolver acusações de declarações falsas sobre seus investimentos ambientais, sociais e de governança (ESG) e falhas nas políticas destinadas a evitar a lavagem de dinheiro, informaram os órgãos reguladores dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

A DWS Investment Management Americas fez declarações falsas "preocupantes" em relação ao seu processo de investimento em ESG, disse a Securities and Exchange Commission (SEC, que regula o mercado de capitais nos EUA) em um comunicado.

A empresa se apresentava como líder em investimentos ESG, mas de agosto de 2018 até o final de 2021 não conseguiu implementar certas políticas relacionadas conforme foram cobradas dos investidores, disse o regulador.

Separadamente, a SEC descobriu que a DWS não conseguiu desenvolver um programa de combate à lavagem de dinheiro de fundos mútuos, conforme exigido por lei. A empresa não dispunha de sistemas que fossem "razoavelmente projetados" para sinalizar possíveis casos de lavagem de dinheiro, disse a agência em uma ordem separada.

A DWS não admitiu ou negou as conclusões da SEC. Um porta-voz disse que a empresa está satisfeita por ter resolvido as questões, observando que mantém as declarações de ESG feitas em suas divulgações financeiras e prospectos de fundos e já tomou medidas para resolver os pontos fracos.

Em julho, a Reuters informou que a SEC estava se preparando para aplicar uma multa à DWS após uma investigação de dois anos sobre alegações de "greenwashing".

Os órgãos reguladores da Alemanha também estão investigando as acusações feitas por um delator de que a empresa pode ter enganado os investidores ao comercializar seus fundos como mais verdes do que realmente eram.

Sob a liderança dos democratas, a SEC se comprometeu a reprimir exageros em credenciais ESG para atrair investidores. No ano passado, ela aplicou multas de 4 milhões e 1,5 milhão ao Goldman Sachs e ao BNY Mellon, respectivamente.

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