Campos Neto manifesta apoio a movimento dos servidores do BC e pede valorização da carreira

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, manifestou apoio à mobilização de servidores da autarquia por melhoras na remuneração da categoria e disse reconhecer assimetrias em relação a outros setores do funcionalismo público.

"Os servidores são e sempre serão muito importantes. O corpo diretor pode, mais ou menos, dar o direcionamento, mas os servidores fazem o trabalho. É importante valorizar a carreira do Banco Central, tenho dito isso desde o começo. Sempre reconhecemos, na diretoria colegiada, as assimetrias", disse Campos Neto em evento para a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação do banco nesta quinta-feira.

No evento, que contou com a presença de representantes das carreiras do BC e pedidos pela valorização da categoria, o presidente elogiou o trabalho dos servidores durante a pandemia e destacou a criação do Pix durante esse período como amostra da importância do trabalho realizado pelo BC.

Segundo Campos Neto, as assimetrias citadas foram um ponto de frustração para o colegiado, que reconheceu a importância de saná-las e, apesar de não terem conseguido corrigi-las, ressaltou que a união em prol da valorização da carreira dos servidores é mais importante do que nunca.

"Então queria reiterar o apoio da diretoria colegiada. Estou aqui há quase cinco anos e cada dia fico mais impressionado com o valor do que tem sido feito no BC e queria que soubessem que vou fazer todo o possível para corrigir as distorções e valorizar a carreira, não só eu mas também toda a diretoria colegiada", afirmou.

Na segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) divulgou que iria intensificar sua operação-padrão, o que deve atrasar a implementação do Pix parcelado e outras modalidades do sistema de pagamento, e também projetos relacionados ao Drex, a nova moeda digital do banco.

A razão para a escalada da mobilização, que já dura dois meses, com cerca de 70% de adesão e já tendo causado alguns poucos atrasos na divulgação de indicadores, seria a "falta de compromisso do governo em negociar com o sindicato", sem apresentação de uma contraproposta para a categoria.

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