Ibovespa ensaia melhora com apoio de Petrobras, mas exterior ainda pesa

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa ensaiava melhora nesta terça-feira, apoiada principalmente nas ações da Petrobras, embora incertezas quanto aos desdobramentos da guerra entre Israel e Hamas continuem minando o apetite a risco global.

Às 11:37, o Ibovespa subia 0,14%, a 116.698,88 pontos, rondando as máximas da sessão. Na mínima, mais cedo, chegou a 115.563,93 pontos. O volume financeiro somava 5,74 bilhões de reais.

Em Wall Street, o S&P 500 recuava 0,14%, também influenciado por dados de vendas no varejo mais fortes do que o esperado, que alimentavam temores de taxas de juros nos Estados Unidos potencialmente mais altas por mais tempo.

No front geopolítico, enquanto Israel planeja uma invasão terrestre de Gaza para erradicar o Hamas, os combates nas fronteiras também se intensificaram em uma segunda frente na fronteira norte de Israel com o Líbano.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fará uma visita a Israel na quarta-feira para demonstrar apoio na guerra contra o Hamas. Washington também está tentando reunir os Estados árabes para ajudar a evitar uma guerra regional mais ampla.

"Sabemos que, por pior que seja a situação no Oriente Médio, a forma e a intensidade com que o mercado vê as notícias irão diminuir gradualmente" afirmou a analista sênior do Swissquote Bank, Ipek Ozkardeskaya, em nota a clientes.

"Mas, neste momento, ainda é muito cedo para baixar a guarda" ponderou. "O risco de uma ofensiva israelita continua elevado e existe uma forte chance de um declínio acentuado no apetite (a risco) se os esforços diplomáticos falharem."

DESTAQUES

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- PETROBRAS PN avançava 1,99%, a 37,41 reais, após divulgar na segunda-feira, após o fechamento do mercado, que produziu, como operadora, um recorde de 3,98 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia no terceiro trimestre, 7,8% acima do trimestre anterior. No exterior, o barril de petróleo Brent tinha elevação de 0,67%.

- VALE ON subia 0,68%, a 67,76 reais, em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado em Dalian encerrou as negociações diurnas com elevação de 2,12%. A companhia também anunciou a criação de uma empresa que irá comercializar e distribuir areia proveniente de seus rejeitos de minério de ferro.

- ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,69%, a 27,54 reais, e BRADESCO PN perdia 0,27%, a 14,60 reais, com agentes financeiros também avaliando noticiário sobre negociações envolvendo regras para o rotativo do cartão de crédito.

- MRV&CO ON subia 1,83%, a 9,46 reais antes da divulgação de sua prévia operacional do terceiro trimestre, após o fechamento do mercado. O movimento era endossado pelo adiamento de votação no STF sobre a remuneração do FGTS, prevista anteriormente para a quarta-feira. A decisão ajudava também outras construtoras com atuação na baixa renda.

- EMBRAER ON avançava 1,14%, a 17,79 reais, após o Ministério da Defesa da República Tcheca afirmar nesta terça-feira que iniciou negociações com a empresa sobre a possível aquisição de duas unidades do cargueiro de transporte militar C-390 Millennium.

- CASAS BAHIA ON caía 1,75%, a 0,56 real, assim como MAGAZINE LUIZA ON declinava 2,79%, a 1,74 real, tendo como pano de fundo aumento nas taxas de juros futuras de vencimentos mais longos, em dia de alta nos rendimentos dos Treasuries, além da contração inesperada no setor de serviços em agosto. O índice do setor de consumo na B3 cedia 0,31%.

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