Honda e GM cancelam plano de US$5 bi para desenvolvimento de carros elétricos mais baratos

TÓQUIO (Reuters) - A Honda Motor e a General Motors (GM) estão cancelando um plano para desenvolver conjuntamente veículos elétricos (VEs) acessíveis, disseram as empresas nesta quarta-feira, apenas um ano depois de concordarem em trabalhar juntas em uma iniciativa de 5 bilhões de dólares para tentar superar a Tesla em vendas.

A decisão ressalta a mudança estratégica da GM para retardar o lançamento de vários modelos de VE para se concentrar na lucratividade, conforme enfrenta o custo crescente das greves do sindicato United Auto Workers (UAW), que subiu para 200 milhões de dólares por semana este mês.

A montadora norte-americana abandonou na terça-feira sua perspectiva anterior de lucro para 2023.

"Após extensos estudos e análises, chegamos a uma decisão mútua de descontinuar o programa. Cada empresa continua comprometida com a acessibilidade no mercado de VE", disseram as empresas em um comunicado conjunto.

A Honda afirmou que não houve mudança em seu plano de vender apenas veículos eletrificados até 2040.

A GM citou uma declaração conjunta que aponta para projetos em que as empresas ainda estão trabalhando juntas ao reconhecer o fim do plano de veículos elétricos.

As ações da GM estavam praticamente estáveis em 28,52 dólares nas negociações pré-mercado na quarta-feira. A Honda fechou em alta de 0,8% em Tóquio antes do anúncio da decisão.

A presidente-executiva da GM, Mary Barra, disse na terça-feira, durante uma teleconferência de resultados, que a montadora dos EUA estava alterando seu plano de VE dos esforços nos segmentos de nível básico, que incluíam um compromisso de 5 bilhões de dólares nos próximos anos com o Bolt VE da GM. Um porta-voz confirmou que ela estava se referindo à parceria Honda VE.

As duas empresas concordaram, em abril do ano passado, em desenvolver uma série de veículos elétricos de preço mais baixo com base em uma nova plataforma conjunta, produzindo potencialmente milhões de carros a partir de 2027.

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(Reportagem de Daniel Leussink em Tóquio, Gursimran Kaur em Bengaluru e Ben Klayman em Detroit)

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