GM retorna à França com Cadillac Lyriq totalmente elétrico

Por Gilles Guillaume

PARIS (Reuters) - A General Motors apresentou nesta segunda-feira seu luxuoso Cadillac Lyriq elétrico na França, uma expansão de seu mercado na Europa depois de retornar ao continente no ano passado e um teste para saber se as vendas apenas online atrairão compradores ricos de carros.

Em outubro, a GM anunciou que estava lançando vendas na Suíça, o primeiro passo num regresso totalmente elétrico aos mercados europeus desde a venda das marcas Opel e Vauxhall em 2017.

Ao contrário do seu mercado doméstico, onde depende de uma grande rede de concessionárias, os clientes europeus podem personalizar e comprar os seus Cadillac EVs inteiramente online.

Os fabricantes de automóveis europeus estão concentrados em tentar construir veículos elétricos mais acessíveis, sob pressão dos concorrentes chineses e da desaceleração no crescimento da demanda.

A chefe europeia da GM, Jaclyn McQuaid, disse a repórteres em um evento de lançamento em Paris que os SUVs elétricos deverão continuar sendo o segmento de crescimento mais rápido para veículos com emissão zero. “Quando você olha para o mercado de veículos elétricos a bateria na França, é o mercado de luxo que cresceu mais”, disse McQuaid. “O mercado de luxo é onde está o foco agora.”

O carro elétrico mais vendido na França no ano passado foi o SUV da Tesla Model Y, que custa a partir de 42.990 euros (46.500 dólares) nesse mercado.

Destacando a herança francesa da Cadillac – o aventureiro francês Antoine de la Mothe Cadillac fundou Detroit em 1701 – McQuaid disse que outros modelos elétricos viriam usando a mesma arquitetura do Lyriq, fabricado no Estado norte-americano Tennessee.

Na Suíça, o Lyriq tem preço inicial de 82.000 francos suíços (93.100 dólares), mas a GM não forneceu preços para a França.

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A Cadillac também planeja um showroom em Paris e o Lyriq poderá ser encomendado online a partir de 23 de março. O EV de luxo deverá ser lançado em outros mercados europeus, começando pela Alemanha até o final do ano.

(Reportagem de Gilles Guillaume)

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