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UBS sinaliza preocupação "séria" com novas exigências de capital da Suíça

24/04/2024 08h32

Por Noele Illien

BASILEIA, Suíça (Reuters) - Os executivos do UBS disseram aos acionistas, nesta quarta-feira que estão muito preocupados com o plano anunciado recentemente pelo governo suíço de impor ao maior banco do país exigências mais rigorosas de capital.

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"Estamos seriamente preocupados com algumas das discussões relacionadas às exigências adicionais de capital", disse o presidente do conselho de administração do UBS, Colm Kelleher, na assembleia geral anual do banco na Basileia. "O capital adicional é o remédio errado."

O UBS pode precisar encontrar de 15 bilhões a 25 bilhões de dólares em capital adicional depois que o governo da Suíça apresentou planos sobre como policiar os bancos considerados "grandes demais para falir" para proteger o país de uma repetição do colapso do Credit Suisse.

O UBS, sediado em Zurique, adquiriu seu rival de longa data no ano passado, após o colapso do Credit Suisse que abalou os mercados financeiros globais. A aquisição despertou temor de que o banco ampliado possa acabar com a economia suíça se vier a ter problemas.

A aquisição fez com que o governo suíço elaborasse um plano com o objetivo de tornar o sistema bancário mais robusto e evitar um possível colapso do UBS, embora o cronograma para as mudanças ainda não esteja claro, já que um longo processo legislativo ainda está pendente.

Apesar dessa perspectiva de regras de capital mais rígidas, Kelleher disse que o UBS continua comprometido com a distribuição do capital excedente aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.

"O UBS não é grande demais para falir", disse ele, observando que é um dos bancos mais bem capitalizados da Europa.

O executivo disse que o objetivo é que os retornos totais de capital excedam os níveis anteriores à aquisição até 2026.

Falando na reunião, o presidente-executivo do UBS, Sergio Ermotti, disse que a conclusão da fusão dos dois bancos deve ocorrer antes do final do terceiro trimestre, e que ainda há decisões difíceis pela frente durante a integração do Credit Suisse.

"Apesar de nossos esforços para diminuir o impacto, a curto e médio prazo precisaremos nos separar de alguns pares", disse Ermotti. No final final de semana, reportagem da mídia afirmou que o UBS planeja cinco rodadas de demissões em massa nos próximos meses.

A remuneração de Ermotti, de 14,4 milhões de francos suíços (15,75 milhões de dólares), nos nove meses de 2023, que o tornou o executivo de banco mais bem pago da Europa, foi duramente criticada por vários acionistas antes da votação do pacote de remuneração.

Kelleher defendeu a remuneração do presidente-executivo, que será de mais de 18 milhões de francos para o ano inteiro.

"Ele tem, sem dúvida, o trabalho mais difícil do setor de serviços financeiros em todo o mundo, e ele cumpriu o que prometeu", disse Kelleher.

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