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Preços de passagens aéreas não devem baixar tão cedo; entenda

Guerra na Ucrânia é um dos fatores que explicam a alta no preço das passagens aéreas - Getty Images
Guerra na Ucrânia é um dos fatores que explicam a alta no preço das passagens aéreas Imagem: Getty Images

22/06/2022 08h08

Depois de mais de dois anos de severas restrições nas fronteiras pela pandemia, agora são os preços das passagens aéreas que assustam quem precisa ou deseja viajar de avião. A alta dos valores, iniciada no segundo semestre de 2021, não deve desacelerar tão cedo.

Várias razões combinadas explicam essa disparada, a começar pelo preço do barril do petróleo, que mais do que dobrou de valor de janeiro de 2021 até maio de 2022, quando foi cotado a US$ 113. A guerra na Ucrânia acelerou a alta, explica Guillaume Rostaud, porta-voz do comparador europeu Liligo.

"45% do preço de uma passagem intercontinental corresponde ao valor da querosene e, em um voo local, de 25 a 30%. O preço do petróleo tem um impacto imediato e forte nos preços", aponta. "Mas notamos que, em geral, as companhias levam de seis a oito meses para repassarem o aumento do petróleo para as passagens - só que desta vez, isso aconteceu apenas três meses depois do início do conflito."

Valores duplicam em poucos dias

Ao mesmo tempo, o fim das medidas anticovid fez a demanda retomar rapidamente, em especial para destinos conhecidos da Europa. Assim, uma ida de volta de São Paulo a Paris em classe econômica, que costumava custar por volta de R$ 3,2 mil euros em baixa temporada, agora raramente sai por menos de R$ 5,4 mil - podendo chegar ao dobro se a compra for feita em cima da hora.