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Antiga OGX de Eike Batista não vai mais produzir nem uma gota de petróleo

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Imagem: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

07/03/2016 09h51

A OGPar, antiga OGX de Eike Batista, informou nesta segunda-feira (7) que a produção no campo de Tubarão Martelo, localizado na porção sul da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, está temporariamente interrompida desde o último sábado (5).

O campo de Tubarão Martelo é o principal ativo e o último em produção da companhia, que está em recuperação judicial. Em janeiro, o campo produziu um total de 283,8 mil barris, com média diária de 9.100 barris.

A empresa havia comunicado em 19 de janeiro que solicitou a interrupção da produção à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), devido às "atuais adversidades do setor de petróleo e gás", com a queda no preço do Brent, à estimativa inicial de elevada produtividade dos poços que posteriormente não se confirmou, e ao elevado custo operacional de arrendamento (leasing).

Em 3 de março, a ANP autorizou a interrupção temporária, pelo período de um ano a partir do aval. Segundo a agência, a retirada do navio-plataforma FPSO OSX-3 somente poderá ocorrer após a aprovação do programa de desativação das instalações (PDI) e da garantia de desativação e abandono do campo, e a apresentação de resultados dos estudos para redesenvolvimento do campo, em até 60 dias antes do término do prazo da suspensão.

"A paralisação do campo de Tubarão Martelo por até um ano permitirá que as companhias possam, durante este período, avaliar a melhor maneira de retomar a produção do referido campo, considerando a utilização de novas tecnologias e viabilidade econômica do ativo", afirmam OGPar e OGX, em comunicado.