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IPCA desacelera para 0,90% em fevereiro e marca 10,36% em 12 meses

09/03/2016 09h46

(Atualizada às 9h40) A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,90% em fevereiro, após alta de 1,27% no primeiro mês de 2016, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro de 2015, o IPCA tinha subido 1,22%.

O indicador ficou abaixo da média de 0,98% estimada por 17 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data. O intervalo das estimativas foi de 0,92% a 1,08%.

Com o resultado divulgado hoje, o IPCA acumula alta de 2,18% nos dois primeiros meses do ano. No mesmo período de 2015, o acumulado foi de 2,48%. Em 12 meses, o índice avançou 10,36%, abaixo da expectativa dos analistas, de 10,45%.

Dos nove grupos que compõem o IPCA, quatro registraram taxas mais baixas, sobressaindo Habitação, que passou de alta de 0,81% em janeiro para recuo de 0,15% um mês depois. Essa classe de despesa foi influenciada pela tarifa de energia elétrica, que recuou 2,16%, e o foi o principal impacto negativo na inflação do mês passado, com 0,09 ponto percentual. Outras desacelerações ocorreram em Alimentação e bebidas (de 2,28% para 1,06%), Transporte (de 1,77% para 0,62%) e Despesas pessoais (de 1,19% para 0,77%).

Dentre os grupos com taxas mais altas, o destaque coube à Educação, que saiu de 0,31% para 5,90% de aumento. Também subiram mais Artigos de residência (de 0,45% para 1,01%), Saúde e cuidados pessoais (de 0,81% para 0,94%) e Comunicação (de 0,22% para 0,66). Vestuário deixou queda de 0,24% para elevação de 0,24% entre janeiro e fevereiro.

Juntos, alimentos (com 0,27 ponto percentual) e educação (com outro 0,27 ponto) foram responsáveis por 60% do IPCA de fevereiro.

O IPCA mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos, que vivem nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Vitória, Brasília e nos municípios de Goiânia e Campo Grande.

Índices regionais

A região metropolitana de Salvador registrou a maior taxa de inflação em fevereiro, de 1,41%. De acordo com o IBGE, destacam-se a alta de 2,55% nos preços dos alimentos. A menor taxa foi registrada na região metropolitana de Vitória, de 0,28%, onde os alimentos tiveram alta de 0,36%, bem abaixo da média nacional (1,06%).

A segunda região metropolitana com maior taxa de inflação em fevereiro foi Recife, com 1,29%, seguida por Belém, com 1,11%.

Em Belo Horizonte, a taxa de inflação em fevereiro, medida pelo IPCA, foi de 0,99%, seguida por Porto Alegre (0,97%) e Curitiba (0,83%).

A região metropolitana de São Paulo teve índice de inflação de 0,82%, em fevereiro. Em seguida, Goiânia registrou 0,81% e Fortaleza, 0,80%.

A taxa de inflação nas regiões metropolitanas de Brasília, Rio de Janeiro e Campo Grande em fevereiro foram de 0,69%, 0,68% e 0,54%, respectivamente.

Segundo o IBGE, para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de janeiro a 29 de fevereiro com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2015 a 28 de janeiro de 2016.


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