Cristina volta a Buenos Aires para prestar depoimento à Justiça

Em um voo comercial da Aerolíneas Argentinas, Cristina Kirchner regressou na noite desta segunda-feira a Buenos Aires pela primeira vez desde o fim do seu mandato, em 10 de dezembro. O motivo da viagem é atender a uma intimação do juiz federal Claudio Bonadio. Cristina foi chamada a depor na quarta-feira em processo que investiga a venda de contratos futuros de dólar a preços muito abaixo do mercado internacional.

Cristina viajou de El Calafate, onde possui uma casa de veraneio, além de um hotel que está sob investigação judicial por suspeitas de lavagem de dinheiro. Por ser um dos destinos mais turísticos da Patagônia, havia vários turistas no avião, além de uma grande quantidade de jornalistas.

Segundo relataram repórteres argentinos que fizeram a viagem de três horas a bordo da mesma aeronave, a ex-presidente aceitou tirar fotos com passageiros, mas recusou-se a falar à imprensa. Sentada à janela, na quarta fileira, pegou um livro e a revista de bordo para ler, também comeu lanche e tomou chá. Mas passou boa parte do voo conversando com os dois secretários que viajaram com ela.

Pouco antes de o avião pousar, ela retocou a maquiagem. À saída do Aeroparque, aeroporto central da capital argentina, Cristina reencontrou sua tradicional militância. Sob comando de dirigentes de "La Cámpora", uma corrente jovem kirchnerista que permaneceu calada desde a posse de Mauricio Macri, centenas de pessoas a aguardavam, com faixas e bandeiras que mesclavam as cores da bandeira argentina e da "La Cámpora" com desenhos do rosto da ex-presidente.

De lá, Cristina seguiu para seu antigo apartamento, localizado no bairro Recoleta, que permaneceu fechado desde que ela escolheu recolher-se em sua província natal, Santa Cruz, no extremo sul do país.

A polícia e as autoridades de trânsito se preparam para isolar a área em torno do fórum federal já a partir da noite de terça-feira. A militância planeja fazer uma grande manifestação de apoio à ex-presidente no local.

Cristina não será a única a depor. Na mesma causa que investiga se a venda de contratos futuros de dólares visou prejudicar as reservas do país vão depor o ex-presidente do Banco Central argentino Alejandro Vanolli e o ex-ministro de Economia Axel Kicillof, hoje deputado.

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