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Dólar tem mínima em uma semana ante real com noticiário político

O dólar começa a semana em baixa ante o real, em queda pela segunda sessão consecutiva, depois de na sexta-feira passada ter registrado o maior tombo em cinco meses e meio. O ambiente externo positivo volta a influenciar os negócios, que, do lado doméstico brasileiro, têm fôlego extra com sinais de que o governo chega mais fraco à semana decisiva para o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

As atenções se voltam hoje para a votação do parecer do impeachment de Dilma na Comissão Especial que analisa o processo na Câmara. A análise do parecer será retomada nesta manhã depois de ter sido iniciada na sexta-feira e se estender pela madrugada de sábado.

O governo já espera derrota nessa votação, mas tenta emplacar estratégia de não só desmerecer a denúncia contra Dilma como também mostrar que o resultado não será suficiente para aprovação do impeachment da presidente no Plenário da Câmara. A votação no Plenário deve ocorrer a partir de sexta-feira. Se aprovado o impeachment, o processo vai para o Senado Federal, que decide pelo afastamento ou não da presidente.

Às 9h45, o dólar comercial recuava 0,89%, a R$ 3,5656. Na mínima, a cotação foi a R$ 3,5651.

Na sexta-feira passada, o dólar caiu 2,55%, para R$ 3,5978, saindo na máxima de fechamento em três semanas na quinta-feira (R$ 3,6918) para a mínima em uma semana. A queda do dia foi a maior desde 24 de setembro de 2015.

A forte desvalorização do dólar chamou o Banco Central (BC) novamente ao mercado. A autoridade monetária vai ofertar hoje mais US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial reverso - que funcionam como compra de dólar futuro. Na semana passada, o BC retirou do mercado de câmbio o equivalente a US$ 1,28 bilhão por intermédio dos swaps reversos.

O viés de queda do dólar no Brasil é influenciado em boa parte pelo ambiente externo. A moeda americana segue em baixa frente a divisas emergentes e correlacionadas às commodities, diante da avaliação de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) será mais gradual no processo de aperto monetário nos Estados Unidos neste ano. Esperanças de estímulo monetário na China após dados de preços mais fracos no país dão impulso adicional à demanda por ativos de risco.

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