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Bolsa e dólar operam perto da estabilidade em dia de impeachment

O dia em que o Senado decide se a presidente Dilma Rousseff será afastada do cargo para responder a um processo de impeachment começou tranquilo nos mercados financeiros nacionais. O dólar opera perto da estabilidade, depois de ter recuado mais expressivamente nos primeiros negócios. O Ibovespa sobe e os contratos de juros futuros apontam redução das taxas.

A votação do impeachment no Senado concentra as atenções. A sessão está em andamento. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), espera que a votação se encerre às 22h, embora haja 68 senadores inscritos para discursar antes do procedimento. A expectativa é que os votos contra Dilma ultrapassem a marca de dois terços dos senadores, chegando a 57 parlamentares. Na votação de hoje, é necessária apenas a maioria simples. No fim da tramitação, que levará 180 dias, é preciso que pelo menos 54 senadores votem contra Dilma para seu afastamento definitivo, abrindo caminho para que Michel Temer assuma o posto até o final do mandato da chapa, em 2018.

Bolsa

O principal índice de referência da bolsa paulista subia 0,45%, para 53.309 pontos, na contramão dos mercados internacionais, amparado também pela valorização das commodities no exterior. Ontem, o Ibovespa disparou 4,08%, alta mais forte desde 17 de março (6,60%). A pontuação alcançada é a maior desde 2 de maio.

As maiores altas têm setores variados, com empresas que operam no Brasil, estatais e produtoras de commodities. Sobem Cemig PN (4,3%), Usiminas PNA (3,8%), BR Malls (3,45%), MRV (3%), CSN (2,8%), BM&FBovespa (2,68%), Gerdau Metalúrgica PN (2,61%), Bradespar PN (2,37%), BB (2,3%) e Lojas Renner (2,3%).

Papéis de estatais, dizem operadores, avançam com a perspectiva de afastamento de Dilma. Companhias de varejo e construção ganham com a perspectiva de juros menores, reforçada pela notícia de que Ilan Goldfajn é o nome escolhido para chefiar o Banco Central. Goldfajn já foi diretor do BC e é o atual economista-chefe do Itaú Unibanco. Vendedoras de commodities ganham com a alta de metais e do petróleo no exterior.

Câmbio

Os mercados de câmbio e juros devem continuar com as atenções voltadas para o processo de impeachment. Antecipando-se à votação de hoje, o mercado foi às compras de ativos brasileiros. O real subiu 1,63% ontem, a R$ 3,4662 por dólar, no melhor dia desde 29 de abril e apenas uma sessão depois de perder quase 5%, no pior desempenho em cinco anos.

Hoje, no câmbio, as reações são menos expressivas, em parte porque o Banco Central volta a fazer oferta de de até US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial reverso, que equivalem à compra de dólar futuro. Às 10h50, a moeda americana saía a R$ 3,4636, com leve queda de 0,08%. Na mínima da manhã, foi cotado a R$ 3,4472.

Juros

A renda fixa também teve um rali ontem. O preço dos contratos de DI para janeiro de 2021 subiram, com consequente queda do juro. A taxa caiu de 12,650% ao ano para 12,400%, na maior queda desde também o fim de abril.

Hoje, as taxas de juros permanecem em forte queda na BM&F, especialmente as de vencimentos médios e longos, mais sensíveis à percepção de risco à frente, em meio à expectativa da confirmação de Ilan Goldfajn à frente do BC.

Às 9h29, o DI janeiro de 2021 cedia a 12,210% ao ano, ante 12,420% no ajuste da véspera. Na mínima, a taxa foi a 12,190%, menor patamar desde 2 de março de 2015 (12,150%).

O DI janeiro de 2018 recuava a 12,610%, frente a 12,740% no último ajuste e mínima de 12,590%, piso também desde 2 de março do ano passado.

O DI janeiro de 2017 caía a 13,570%, contra 13,635% no ajuste anterior.

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