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Juros futuros recuam sob influência da formação da equipe econômica

Os juros futuros recuaram na BM&F refletindo a expectativa de que o presidente interino Michel Temer terá uma base de apoio político mais sólida no Congresso para aprovar as medidas de ajuste fiscal.

O DI para janeiro de 2017 caiu de 13,60% para 13,57% no fechamento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2018 recuou de 12,64% para 12,59%. E DI para janeiro de 2021 caiu de 12,60% para 12,12%.

Com a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado já refletido nos preços dos ativos, o foco se volta agora para a composição do ministério de Temer e as primeiras medidas a serem anunciadas. Um dos maiores desafios já no início será assumir um déficit fiscal ainda maior, mais perto de R$ 130 bilhões do que os R$ 96,6 bilhões oficialmente previstos.

Do lado da equipe econômica, o mercado já conta com Henrique Meirelles no comando do ministério da Fazenda e Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central. O mercado reagiu positivamente à formação da nova equipe econômica, o que contribuiu para a queda das taxas de juros com prazos mais longos.

Uma das medidas de percepção de risco, a inclinação da curva a termo, dada pela diferença entre o DI para janeiro de 2021 e o DI para janeiro de 2017, caiu hoje para o menor nível da história, para 1,45 ponto.

Para Rogério Braga, sócio e gestor da gestora Quantitas há espaço para uma queda maior das taxas de juros mais longas com a aprovação das primeiras medidas fiscais, como o corte de ministérios, que não depende da aprovação no Congresso. "Acho que a taxa de juro longa pode cair para 11,5% com a aprovação de algumas medidas fiscais no curto prazo", afirma Braga, que prevê que a implementação de reformas estruturais, como a da previdência, poderia contribuir para uma queda ainda maior do juro longo para 11%.

Embora a nomeação de Ilan para o BC tenha reforçado um pouco o aumento das apostas no corte da Selic em julho, Braga acredita que a autoridade monetária deve iniciar o afrouxamento monetário só em agosto. "Dificilmente haverá uma troca de comando do BC em junho, pois depende da aprovação dos novos nomes pelo Senado. Então, assumindo que haverá uma mudança só em julho, é mais provável que um corte de juros comece só em agosto", diz.

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