Expectativa por nomes da equipe econômica faz juros fecharem em alta

Os juros fecharam em ligeira alta na BM&F, com os investidores adotando maior cautela antes do anúncio da nova equipe econômica, que foi adiado para terça-feira, e também de sinalizações mais concretas do governo em relação às medidas de ajuste fiscal.

O DI para janeiro de 2017 subiu de 13,57% para 13,60% no fechamento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2018 avançou de 12,63% para 12,67%. E o DI para janeiro de 2021 subiu de 12,19% para 12,29%.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, faz os últimos ajustes para o anúncio do restante da equipe, que será feito amanhã. Por enquanto, apenas Tarcisio Godoy foi oficializado como secretário-executivo da Fazenda.

O adiamento do anúncio da equipe econômica trouxe mais incerteza para o mercado e contribuiu para a alta dos juros futuros. "Mas acho que, assim que confirmados os nomes, há espaço para uma queda maior dos juros", afirma Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos, que vê um movimento de queda adicional, principalmente nas taxas dos contratos com prazos mais longos.

Investidores adotam maior cautela à espera de notícias que deem fôlego adicional à queda das taxas de DI, que tocaram recentemente mínimas em mais de um ano. Embora o mercado trabalhe com a expectativa de uma melhora das contas públicas, há incerteza sobre o ritmo de implementação dessas medidas.

Temer já começou a sofrer pressão de centrais sindicais e de parte do empresariado, especialmente em questões relacionadas à possível volta da CPMF e à reforma da Previdência.

A incerteza em relação à aprovação das medidas de ajuste fiscal foi uma das questões levantadas pelos economistas na reunião com o diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, hoje em São Paulo, que visa colher as expectativas do mercado para a elaboração do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Em relação à inflação, os economistas veem uma melhora das expectativas, mas ainda há dúvida se o Banco central conseguirá atingir a meta de 4,5% no ano que vem, o que depende da implementação do ajuste fiscal. A avaliação é que há espaço para uma queda da taxa básica de juros neste ano, mas ainda há divergências sobre o "timing", se deve ser já no curto prazo ou mais para frente.

Pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira mostra uma queda das expectativas de inflação para o ano que vem, cuja mediana recuou de 5,62% para 5,50%, permanecendo estável em 7% para este ano.

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