BNDES nega irregularidades em empréstimo envolvido em Operação Janus

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em nota posicionamento sobre a Operação Janus, da Polícia Federal (PF), que apura se a construtora Odebrecht pagou propina em troca de facilidades em empréstimos no banco. A instituição negou qualquer tipo de irregularidade em suas operações.

Em comunicado, o banco lembrou que é financiador das exportações de bens e serviços brasileiros, utilizados na obra da hidrelétrica de Cambambe, em Angola, empreendimento citado na Operação Janus. No caso apurado pela PF, na operação em questão, o BNDES informou que o exportador brasileiro foi a Construtora Norberto Odebrecht e o contratante da obra, o governo de Angola.

"A operação em questão obedeceu a todos os trâmites usuais do BNDES, sem qualquer excepcionalidade: a análise passou por órgãos colegiados, de dentro e fora do BNDES, e pela equipe técnica do Banco. Os desembolsos são efetuados no Brasil, em reais, após a efetiva comprovação da realização das exportações. O processo passa por auditoria independente", frisou o banco.

Segundo o BNDES, o financiamento às exportações de bens e serviços de engenharia utilizados na obra de Cambambe totaliza US$ 464 milhões e está em fase de desembolso. "Detalhes dos créditos para esta obra e de todas as outras em que há apoio do BNDES a exportações de bens e serviços brasileiros podem ser consultados por qualquer cidadão no site do banco", finalizou a instituição.

A investigação da PF começou para apurar se a Odebrecht pagou propina de 2011 a 2014 em troca de facilidades em empréstimos do BNDES. Entre 2012 e 2015, a Odebrecht fechou contratos com uma empresa pequena de Santos para obras em Angola. A empresa pertence ao sobrinho da ex-mulher de Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos, que foi levado hoje para prestar depoimento (condução coercitiva).

A Polícia Federal apura indícios se houve irregularidades e condutas de, no mínimo, dissimular e ocultar valores de origem ilícita. Os valores teriam sido pagos a empresas subcontratadas pela Odebrecht para a realização de obras no exterior.

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