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Juros de longo prazo têm leve recuo com anúncio de medidas fiscais

As taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo fecharam em ligeira queda na BM&F, enquanto os DIs com prazos mais curtos fecharam perto da estabilidade. O governo anunciou nesta terça-feira uma série de medidas estruturais de ajuste fiscal, que foram avaliadas como positivas pelo mercado, mas há dúvida sobre o apoio político do governo para aprová-las no Congresso.

O DI para janeiro de 2017 fechou perto da estabilidade a 13,685% no encerramento do pregão regular, ante 13,69% no ajuste anterior. Já DI para janeiro de 2018 subiu de 12,83% para 12,84%. Já o DI para janeiro de 2021 recuou de 12,62% para 12,60%. A taxa reduziu a queda após o governo não ter conseguido votar a nova meta fiscal, que prevê déficit de R$ 170,5 bilhões para este ano, na Comissão Mista de Orçamento (CMO) por falta de quórum.

A meta segue agora para votação direta no plenário no Congresso, em sessão conjunta da Câmara e do Senado. "O receio do mercado é que a meta não seja votada hoje ou sofra algum corte", afirma Italo Abucater, especialista em câmbio da Icap corretora.

A preocupação do mercado com a capacidade do governo em aprovar as medidas de ajuste fiscal aumentou após o ministro do Planejamento, Romero Jucá, ter pedido exoneração do cargo ontem, após notícia publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo", que trouxe o vazamento de conversas entre o ministro do Planejamento e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, sugerindo a realização de um pacto para deter o avanço das investigações da Operação Lava-Jato.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou uma série de medidas fiscais estruturais, que incluem o estabelecimento de um limite para as despesas primárias do governo, aplicando um teto de gastos para os próximos três anos, a Desvinculação das Despesas da União (DRU), reversão de subsídios e da devolução de R$ 100 bilhões da dívida que o BNDES tem com o Tesouro Nacional.

O mercado tem dúvidas, porém, se o governo tem o apoio político do necessário para aprová-las no Congresso. Além disso, os investidores querem medidas mais efetivas para estabilizar o aumento da dívida pública.

"Para se ter uma trajetória descendente da dívida pública, o governo teria de entregar um superávit primário de cerca de 3% a 3,5% do PIB , o que, provavelmente será um trabalho de vários anos em que autoridades, Congresso e sociedade serão confrontados com escolhas difíceis e ?trade-offs' que pode exigir cortes de gastos e impostos mais elevados", diz Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas do Goldman Sachs para a América Latina.

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