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Líder do PT pede a exoneração de 10 ministros de Temer

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (BA), protocolou nesta terça-feira à Comissão de Ética Pública da Presidência da República denúncia contra dez ministros do governo interino. Florence pede a abertura de processo administrativo para aplicação de advertência por suposta violação do Código de Conduta da Administração Federal e sugere a exoneração dos ministros.

Florence afirma que 11 dos 24 ministros nomeados pelo presidente interino Michel Temer são deputados e senadores e utilizaram seus cargos para fins particulares, "ao votarem a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff e, ao longo de todo o processo, negociarem cargos no futuro governo interino", o que seria vedado pelo código de conduta.

Um deles já deixou o governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), afastado do Ministério do Planejamento após a divulgação de uma gravação em que defende um acordo em torno de Temer para "estancar a sangria" da Lava-Jato.

"A votação no processo de impeachment, que deveria ser jurídica e feita com base no interesse público, foi motivada por interesses pessoais e políticos, como denota o fato de os requeridos terem sido empossados como ministros de Estado imediatamente após a votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff", afirmou o líder do PT em nota.

Florence sustenta que o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, de 1994, veda ao servidor usar o "cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento para si ou outrem" e que os ministros/parlamentares teriam infringido essas regras.

São alvo da representação os ministros Blairo Maggi (Agricultura), José Serra (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Maurício Quintella (Transportes), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Ricardo Barros (Saúde), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).

O petista representou ainda exclusivamente contra Serra pelo senador licenciado supostamente "conferir tom nitidamente ideológico à sua gestão ao constranger seus subordinados a aderirem a uma visão especifica dos fatos políticos recentes no país", ao orientar o corpo diplomático brasileiro a combater a versão de que o impeachment é golpe.

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