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Dólar fecha em queda após dados dos EUA e recua 2,36% na semana

O dólar comercial fechou a sexta-feira em queda frente ao real acompanhando o movimento no exterior. O dado abaixo do esperado da criação de empregos nos Estados Unidos enfraqueceu as apostas em uma alta da taxa básica de juros americana em junho, contribuindo para a queda global do dólar frente às moedas emergentes.

No mercado local, o dólar comercial caiu 1,72% encerrando a R$ 3,5244. Com isso, a moeda americana encerra a semana em queda de 2,36%, acumulando desvalorização de 2,48% no mês. No ano, o dólar cai 10,92%.

No mercado futuro, o contrato para julho recuava 1,85% para R$ 3,557.

O mercado de câmbio local acompanhou o forte movimento de queda global do dólar após os dados mais fracos que o esperado do relatório de emprego nos Estados Unidos (payroll) reduzirem as apostas em uma alta de juros nos EUA em junho.

Em termos líquidos, os EUA criaram 38 mil vagas de trabalho em maio, o pior desempenho desde setembro de 2010, bem abaixo da expectativa de consenso para o mês passado, de que o país criaria 158 mil postos de trabalho.

Após a divulgação do "payroll", a probabilidade de alta de juros nos EUA em junho refletida na curva dos rendimentos dos Treasuries, que chegou a 40% após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em maio, caiu para 3,8%. Para julho, as chances de alta passaram de 53% para 38,1%.

A expectativa de postergação de alta de juros nos EUA levou à melhora do ambiente para ativos de risco, contribuindo para a valorização das moedas emergentes como o real. "Foi uma combinação de fatores positivos nesta semana, com cenário político mais calmo no Brasil, que permitiu a melhora do humor no mercado local", afirma Arnaldo Curvello, diretor de gestão de recursos da Ativa Corretora.

Para Curvello, o retorno do investidor estrangeiro depende mais da melhora da confiança no país, com o avanço da aprovação das medidas fiscais, do que de uma alta de juros nos EUA.

Para o gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, Roberto Campos, a queda do dólar para perto da linha de R$ 3,50 coloca no radar a possibilidade do Banco Central voltar a atuar para reduzir o estoque de contratos de swap cambial tradicional.

O BC não atua no mercado de câmbio desde 18 de maio.

03/06/2016 17:28:56

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